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Por Marta Cavallini
Disciplinas têm maior número de questões e peso, além de serem critério de
desempate.
Muitas vezes, matérias específicas nunca foram estudadas pelos candidatos.
As provas de conhecimentos específicos são decisivas para o candidato
ser aprovado nos concursos públicos. Geralmente o teste tem maior número
de questões, o maior peso, que pode chegar a 80%, e é critério de
desempate.
Mas, em muitos casos, as disciplinas previstas no exame nunca foram
estudadas pelos candidatos durante o período de formação, o que exige
maior tempo de estudo e dedicação para que a vaga seja garantida.

Básicas X Específicas
Priorize as matérias básicas antes de ser publicado o edital do
concurso e se dedique às específicas após a divulgação do regulamento.
Afinidade
Na hora de escolher o cargo/função, tente optar por uma área
com a qual simpatize e tenha afinidade - isso facilita os estudos de
matérias desconhecidas.
Acerto mínimo
Na preparação para o concurso, tenha em mente que para obter a
classificação é necessário acertar no mínimo de 40% a 60% das questões
específicas.
Material de estudo
Na hora de comprar material de estudo, procure livros de editoras
conhecidas, consulte vendedores de lojas ou compre as apostilas em
cursinhos preparatórios.
Provas anteriores
Faça provas anteriores para o cargo pretendido antes mesmo do edital. Ao
sair o regulamento, faça os exames aplicados pela organizadora do
concurso.
Fontes: Carlos Alberto de Lucca e Vivaldo Pereira de Jesus
As disciplinas que fazem parte das provas específicas são diretamente
ligadas à área de formação do candidato (no caso de nível superior de
escolaridade) e ao cargo concorrido.
“São as disciplinas que os órgãos consideram as mais importantes para o
cargo e que os candidatos têm de saber para terem bom desempenho na
função”, define Carlos Alberto de Lucca, coordenador-geral do curso
preparatório Siga Concursos.
Segundo ele, no caso do Banco do Brasil, que está com inscrições abertas
para cadastro de reserva em cinco estados e no Distrito Federal para
escriturário, entre as disciplinas específicas estão conhecimentos
bancários e atendimento ao cliente. “São matérias que os candidatos não
estudaram na escola nem na universidade”, diz.
Segundo ele, a mesma situação se repetiu no concurso do INSS - a
disciplina de direito previdenciário foi decisiva no concurso,
principalmente para o cargo de técnico, de nível médio.
“Por isso é fundamental que o candidato leia atentamente o edital e
preste bem atenção às disciplinas previstas na prova de conhecimentos
específicos. Caso contrário, as chances de passar caem consideravelmente”,
ressalta De Lucca.
No caso do concurso para perito criminal da Polícia Civil de São Paulo,
a prova de conhecimentos específicos abrange física, química e biologia,
que têm peso de 70% na prova. “Essas matérias são estudadas no ensino
médio e isso pode facilitar na preparação do candidato.”
Antes e depois do edital
Vivaldo Pereira de Jesus, professor de técnicas de estudo, administração
e planejamento da Central de Concursos, aconselha os candidatos a
estudarem antes da publicação do edital as disciplinas básicas –
português, matemática, atualidades, interpretação de textos, raciocínio
lógico e informática.
Ao ser divulgado o regulamento do concurso, o candidato deve se dedicar
às disciplinas específicas – ele tem de 45 a 60 dias para se preparar
até a prova.
O ideal, segundo ele, é que o candidato se prepare de quatro a seis
meses antes do edital para cargos de ensino médio e de nove meses a um
ano para nível superior. “Hoje em dia não dá para se classificar sem
acertar pelo menos 75% das questões de toda a prova”, diz.
Já De Lucca acha que o candidato deve adequar o tempo de estudo de
acordo com o peso da prova – o dobro do tempo para as disciplinas
específicas e a metade para as básicas. “Na preparação para o concurso,
o candidato deve ter em mente que para se classificar é necessário
acertar no mínimo de 40% a 60% das questões específicas.”
Afinidade
Jesus considera importante que os candidatos definam antes de mais nada
a área para a qual pretendem concorrer, entre elas tributária, segurança,
bancária, judiciária, entre outras. “A partir daí eles podem se focar na
preparação e até estudar as disciplinas específicas com base em provas
anteriores”, diz.
De Lucca tem a mesma opinião. “É mais fácil conseguir a vaga se você
escolhe logo o cargo ou a função, porque você se dedica com
direcionamento.” Ele acha que o candidato também deve escolher a área
para a qual tenha mais facilidade e afinidade, o que pode ajudar na
preparação. “Você sempre vai ter aprender aquilo que nunca viu antes, e
escolher a área de que gosta ajuda a vencer as dificuldades”.
“O candidato pode ter pré-disposição para achar uma disciplina
desconhecida difícil. Ele deve vencer as dificuldades para entender a
matéria”, diz Jesus.
Apostilas
Muitos candidatos têm dificuldade para encontrar material de estudo para
as disciplinas específicas. De Lucca recomenda que o candidato compre
livros e apostilas de editoras conhecidas. “Hoje em dia, as livrarias
têm seções especializadas em concursos e os vendedores podem orientar os
candidatos”.
Mas ele faz um alerta: “Não compre só pela capa. Folheie o material e
analise bem o conteúdo”. Jesus afirma que muitos cursos preparatórios
vendem apostilas com matérias específicas e o candidato pode comprar
mesmo não sendo aluno.
Fonte: G1
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