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Por Marcela Campos
Passar horas diárias diante das apostilas pode causar dores de cabeça,
ardência e vermelhidão nos olhos – sintomas que denunciam a fadiga
ocular, transtorno causado pelo esforço repetitivo do cristalino. “A
fadiga ocular atinge usuários ou não de lentes corretivas e não está
associada a doenças como a miopia ou o astigmatismo.
Normalmente, ela surge quando a pessoa faz um esforço prolongado de sua
visão de perto e é um sinal de que os olhos precisam de descanso. Seus
efeitos são temporários, mas podem diminuir o rendimento dos estudos”,
explica o consultor óptico francês Eric Gozlan, formado em Optometria em
seu país de origem e proprietário de uma ótica em Curitiba.
“Na França, o curso de Optometria fornece diploma de ensino superior e
forma profissionais capazes de realizar exames de vista”, diz ele, que
conversou sobre os efeitos e as formas de prevenção de
um problema que atinge cada vez mais os estudantes.
O que é a fadiga ocular?
A fadiga ocular decorre do esforço repetitivo dos olhos ao focarem um
objeto próximo a eles. Os olhos não são feitos para fixar durante horas
algo que está perto.
Após um momento, eles se cansam. Dentro do olho temos uma lente chamada
cristalino, cuja função é focar os objetos, dar nitidez às imagens. Ele
está o tempo todo em movimento.
Quando olhamos para longe, o cristalino e seus músculos estão em repouso.
Já quando fixamos um objeto próximo, o cristalino começa a trabalhar e
os músculos se contraem.
Que desconfortos a fadiga ocular pode causar?
Você pode ter dor de cabeça, sentir dificuldade para manter o foco em
algo próximo ou para focar um ponto distante. Normalmente, as pessoas
ficam com os olhos vermelhos, apresentam sensação de calor na região e
sentem os olhos pesados.
Os olhos também podem lacrimejar ou ficar muito secos. Os sintomas
aparecem após um longo período de trabalho, mas não é possível dizer com
exatidão a partir de quanto tempo após o início dos estudos eles se
manifestam.
Isso varia de pessoa para pessoa. É importante lembrar ainda que estes
sintomas podem esconder um problema de visão. Por isso, antes de mais
nada, o estudante deve verificar se tem miopia, hipermetropia ou
astigmatismo.
Como é possível evitar o problema?
Para evitar a fadiga ocular, é preciso tomar cuidado com fatores como
o ritmo de estudo e o local escolhido para a atividade. O ideal é fazer
pequenas pausas, não estudar em ambientes com fumaça ou ar condicionado
e escolher locais com boa iluminação, mais de uma fonte de luz.
Quando você estuda só com uma luz sobre o livro ou caderno, você obriga
o seu olho a se adaptar a intensidades luminosas diferentes. Se os olhos
estiverem secos, a pessoa pode ainda
usar um colírio
para diminuir o desconforto.
Além disso, o livro deve permanecer a 30 centímetros de distância dos
olhos. Mais perto do que isso, eles entram em uma zona de esforço maior.
Se o estudante não tomar esses cuidados, pode ter a visão
comprometida?
Não. A fadiga ocular não é uma doença. Seus efeitos são temporários e
não cumulativos. A pessoa terá o comprometimento do seu trabalho, mas
não da visão.
Fonte:
Mundo Vestibular
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