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Por Leônidas Albuquerque
Apesar da onipresença dos computadores na vida moderna, são poucas as pessoas
que se preocupam em dominar o jargão técnico do mundo da informática. Mas para
quem sonha com um posto no serviço público, ter conhecimento dessa nova
linguagem pode fazer toda a diferença. Na opinião de professores ouvidos, a chave para se conquistar um bom resultado nas provas de
informática, assim como nas demais disciplinas, está nos estudos disciplinados e
na resolução constante de exercícios. Em alguns casos, ser um usuário competente
de uma vasta gama de programas e aplicativos não basta. "O candidato tem de ter
olhos atentos aos procedimentos que executa diariamente, tentando apreender o
máximo de detalhes dos passos para concluir uma ação qualquer", aconselha o
professor Bruno Guilhen.
Mas é óbvio que o contato diário com as máquinas auxiliam, e muito, quem se
prepara para o exame. "Quando comecei a dar aulas, em 2001, ainda havia muitos
alunos que não tinham contato com o computador. Era como discutir algo estranho
e abstrato. Para quem usa freqüentemente, a adaptação ao raciocínio da prova é
mais simples", avalia.
Para complementar o uso cotidiano dos programas, Guilhen recomenda a "resolução
constante de exercícios, que ajudam a fixar o conteúdo e direcionam as
informações para o objetivo de passar na prova".
Esaf, a mais rígida Nas seleções organizadas pela Escola Superior dos Agentes Fazendários (Esaf), a
atenção aos estudos de informática deve ser redobrada. Mesmo sem conceder peso
expressivo à matéria na pontuação final, a instituição é conhecida por ter
exames mais difíceis, com questões que cobram conhecimento técnico do candidato.
"Há dois extremos na cobrança de provas de informática em concursos. Em uma
ponta a Esaf, que requer muita leitura e domínio de conceitos. Na outra, o Cespe,
que privilegia a capacidade prática de uso do candidato. As demais bancas ficam
oscilando entre as duas, geralmente com questões teóricas lado a lado com as
práticas", classifica professor e escritor João Antonio Carvalho, que percorre o
país ministrando cursos sobre o tema. Para ele, um dos primeiros passos para
garantir a aprovação é "adequar a metodologia de estudo ao perfil da banca".
No caso da Esaf, ele admite que o principal desafio ainda é obter o perfil
mínimo para a aprovação, geralmente em 40% das questões. "O desempenho da
maioria dos candidatos ainda está longe de ser excepcional. Então o mais
importante é afastar o risco de desclassificação por não ter o mínimo de
acertos", diz. Ele cita como exemplo o concurso para Auditor da Previdência
Social em 2003, no qual 71% das reprovações vieram da prova de informática.
"Ainda é muito comum o despreparo por displicência. Quem sabe pouco acha que não
tem condições de aprender e estuda só para fazer o mínimo. Quem sabe mais confia
na bagagem que tem para fazer uma boa prova. É preciso encarar a prova com a
mesma seriedade que as demais", aconselha.
Fonte: CorreioWeb
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