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Por Leônidas Albuquerque
Para enfrentar concorrências cada vez maiores, com candidatos bem
preparados, qual a melhor estratégia para ser aprovado em um concurso
público? Eleger um e dedicar-se a ele com todo o afinco ou aumentar o
leque de opções e participar de várias seleções?
Professores ouvidos divergem a respeito do peso da fidelidade na disputa
por uma vaga. Para quem decidiu dar exclusividade a um órgão, a
profundidade e a consistência da preparação despontam como a principal
vantagem. Já quem aposta em mais de uma opção, tem mais oportunidades
para chegar à aprovação.
Wilson Granjeiro, diretor presidente do Obcursos, aposta nos estudos
direcionados. Contudo, o foco não deve ser um único órgão, mas sim um
grupo de carreiras. Para ele, o potencial servidor deve eleger uma área
de atuação, "com base nas afinidades pessoais e nas perspectivas
profissionais envolvidas". Assim, na opinião do professor, ele parte
para cobrir todas as seleções neste nicho, aumentando as chances de
passar.
"As carreiras podem ser agrupadas em áreas fiscais, legislativas,
judiciárias, policiais etc. Dentro dos grupos, as seleções guardam
muitas semelhanças nas matérias cobradas e nos conteúdos abordados. Quem
estuda para o STJ (Superior Tribunal de Justiça), por exemplo, tem mais
chances de entrar também no STF (Superior Tribunal Federal) do que quem
vem de fora destas seleções", cita.
Segundo Granjeiro, ainda são poucos os candidatos que se preocupam em
estabelecer metas e estratégias durante a preparação para chegar ao
emprego público. "Muita gente ainda age como o que chamo de 'candidato
promíscuo': segue para as seleções que oferecem maior número de vagas e
salários mais atraentes, mesmo sem ter qualquer afinidade com aquela
carreira", avalia.
Além do risco de frustração profissional, a postura pode custar a
aprovação em outras seleções. "A escolha de uma carreira no setor
público, assim como na iniciativa privada, deve ser motivada pelas
afinidades de cada um. Se alguém for forçado a estudar um assunto que
não gosta, ou a se aprofundar em temas pelos quais não se interessa,
certamente terá maior dificuldade de aprendizagem, se dedicará menos e
terá menos chances de ser aprovado" argumenta.
Entretanto, Granjeiro não desencoraja os candidatos a participarem de
outras seleções. "Durante o período de preparação, o concursando deve se
inscrever em concursos realizados pela mesma organizadora como um
treino, que certamente faz diferença na hora de fazer a prova que
realmente se quer", aconselha.
Do mais difícil para o mais fácil
O coordenador de concursos do Fortium, Cláudio Farag, recomenda uma
estratégia diferente. Para ele, a melhor forma de chegar ao emprego
público é nivelar-se por cima durante a preparação. "O candidato deve
apostar em um concurso concorrido, com muitas matérias, para formar uma
base ampla de conhecimento", avalia.
De acordo com Farag, o nível de cobrança nas provas deixa poucas chances
para quem tem conhecimentos apenas em "matérias básicas", como Direito
Constitucional, Direito Administrativo, Informática e Língua Portuguesa.
"Quem está estudando para a Receita Federal, por exemplo, tem um leque
de matérias mais amplo, que traz condições melhores de concorrer a
qualquer outra seleção", defende.
Fonte: CorreioWeb
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