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Por Thássia Alves
Os concurseiros são conhecidos e lembrados pela persistência e os anos
de dedicação aos livros. Mas será que, após tanto investimento sem
resultado positivo, não é preciso começar a avaliar se chegou a hora de
buscar novas opções? Conversamos com dois profissionais que possuem
opiniões diferentes sobre a questão. A conclusão foi de que tentar é
mais do que necessário e desistir pode não ser o fim do mundo.
Para o professor de cursos preparatórios e autor de livro sobre
concursos, William Douglas, o concurseiro não deve abrir mão do sonho.
"Quando a pessoa desiste porque surgiu um trabalho muito interessante,
aí tudo bem. Faz sentido. Mas se ela desiste porque ela não consegue
passar, ela vai se arrepender", acredita. Segundo Douglas, o candidato
deve entender que todo o tempo dedicado aos estudos não deve ser jogado
fora. O aconselhável é o concorrente tentar descobrir o motivo do
insucesso. "O primeiro erro pode ser achar que vai passar rápido. O
segundo é não possuir um equilíbrio na organização do horário de
estudo", ensina.
Além disso, é preciso saber identificar os progressos. "Se a nota está
melhorando a cada processo seletivo, se a classificação aumenta, o
candidato está no caminho certo", conclui. Apesar da visão otimista,
William Douglas diz que há pessoas que realmente não conseguem passar em
seleções públicas. E aí vai um alerta: "o candidato insiste nos mesmos
erros", avalia.
Estratégias
Já o psicólogo do Instituto de Psicologia Aplicada (Inpa), Rommel
Nogueira, tem opinião diferente. Especialista em orientação
profissional, Nogueira defende que o concurseiro deve ter outras opções
- não só concurso público - para obter boa remuneração e estabilidade."É
claro que o tempo para aprovação é longo. Mas se a pessoa desistiu, é
porque ela percebeu que o esforço e a dedicação não estão valendo a
pena", explica.
Segundo o psicólogo, existem conseqüências para quem decide parar de
estudar para as seleções públicas. "O insucesso gera frustração. Por
isso, é normal que durante um tempo a pessoa fique sensibilizada",
assegura. Neste momento, é imprescindível o apoio da família e de todos
que fazem parte do círculo social do candidato. "Se a pessoa toma essa
decisão, é porque ela percebeu que todo o esforço que vinha fazendo não
está valendo a pena. Logo, o apoio é necessário", analisa.
Vale lembrar que somente o concurseiro pode decidir a hora de desistir.
"Esta é uma questão muito pessoal", afirma Nogueira. "É preciso levar em
conta o apoio, o desgaste, o tempo e a perspectiva que a aprovação pode
trazer", completa.
Fonte: CorreioWeb
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