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A velocidade em taquigrafia é o horizonte almejado pelos estudiosos da
nossa arte, apaixonante e honrosamente competitiva, e que, como os
amplos horizontes, sempre nos oferece, dentro de certos limites, a
possibilidade de avançar e progredir.
Uma vontade firme e uma persistência que não sofra esmorecimento representam as
condições essenciais para conquistá-la. Convém frisar que da relativa lentidão
dos primeiros passos e do treino continuado no apanhamento de ditados, sob
orientação segura, é que ela será, pouco a pouco, obtida quase insensivelmente.
Compreende-se a ânsia de apanhar, no começo, sempre mais palavras do que é
possível, e pode ser louvável, porém não é prática nem aconselhável. Em todas as
coisas que se fazem na vida objetivando a perfeição, e em tudo que implica
progresso, sempre se contam umas frações de tempo e umas parcelas de experiência
que não se podem omitir nem comprar, e que não é possível improvisar.
Empreguemos com discernimento o tempo que Deus nos deu e que não deve ser
malbaratado, o conhecimento que formos adquirindo, como importâncias que irão
sendo capitalizadas, e com as quais nós contribuiremos para automatizar gradual
e seguramente a ação dos nossos músculos e os reflexos de nossa mente. Somente
depois de realizada esta primeira etapa, poder-se-á falar em domínio.
O domínio, em taquigrafia, depende da perfeita memorização de todos os
sinais, convenções e peculiaridades do método adotado para a recepção de
ditados. Físico e mente de tal modo se associam e conjugam para a
captação da palavra alada e fugidia que não se pode conceber corpo sem
alma nos apanhados taquigráficos, por mais rápidos e automáticos que
estes sejam.
Quando há pleno domínio, os músculos da mão reagem prontamente às ordens que
recebem do cérebro. Mas não é provável que a mão obedeça a uma ordem que lhe foi
transmitida confusamente, nem é possível que a mente se esfalfe fornecendo
símbolos, sinais e traços que ela não possui ou, se os possui, não poderá
utilizar devidamente porque estão desfalcados ou desarrumados como bugigangas
num bric-à-brac.
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