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Hoje, vamos
nos valer de um excelente texto produzido pelo grande mestre
Paulo Gonçalves:
“O corpo
deve permanecer firme, mas não rijo nem tenso; e no que se
refere ao uso do lápis, que deve se mover, também firme (mas
não fixo), entre o polegar, o indicador e o médio, podendo
deslizar suavemente sobre o papel. Diga-se outro tanto sobre
o caderno, que deve ser mantido a uns 30 centímetros
aproximadamente dos olhos e receber a luz, se possível, pela
esquerda. Evite-se a iluminação excessiva ou deficiente,
que, de um modo e do outro, será sempre prejudicial à vista,
à saúde e ao rendimento do trabalho. Não convém que a mesa
ou carteira seja mais alta ou mais baixa; mas, ao contrário,
importa que ela se adapte, tanto quanto possível à estatura
de quem trabalha, para não forçar a vista, nem obrigar o
tronco e a cabeça a se curvarem, o que, em ambos os casos
provoca um desajustamento indesejável e o cansaço antes do
tempo. Apoie-se o cotovelo à borda da mesa, a fim de que ele
possa servir de fulcro “à cabeça de um dos ossos do
antebraço aí articulados”. O pulso não deve descansar, no
caderno, mas conservar os movimentos ao passo que o dedo
mínimo irá da esquerda para direita, acompanhando livremente
a marcha do lápis. Desta maneira, a mão seguirá livremente o
giro da escrita comum, que é também a melhor maneira de se
deixarem o pulso e a mão livres para que os dedos, que são a
parte final do sistema (do mecanismo), possam executar
facilmente as ordens transmitidas pelo cérebro.
Mecanicamente os músculos distendem e contraem os dedos,
impulsionando o lápis sobre o papel, permitindo ao
profissional registrar a palavra com a mesma velocidade da
fala.
Esforço
maior requer, sem dúvida, taquigrafar de pé. De pé, a
posição do corpo deve ser mantida corretamente, ou
retificada sempre que se tornar necessário, permanecendo
firme e sem distorção nem inclinação, para a direita ou para
a esquerda. A distância do papel e o manejo do lápis devem
merecer o mesmo cuidado. O bloco (aberto de baixo para cima)
deve ficar preso a uma prancheta especial. A mudança das
páginas é de grande importância; o profissional deve
taquigrafar e, à medida que a página vai terminando,
procurará introduzir o dedo indicador da mão esquerda entre
as folhas, a fim de jogar para trás, sem esforço, a página
utilizada e continuar a seguinte.”
Valorize o livro didático e diga não ao uso de apostilas!
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