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Convenções, sinais arbitrários ou simplificações, enfim, qual o limite aceitável?
Por Lógos
Em nosso ponto de vista, o ideal de um sistema ou método de taquigrafia é que o mesmo pudesse ter um número reduzido de convenções ou simplificações. No entanto, a sua utilidade faz-se mister e o seu uso torna-se imprescindível. Não fazemos eco aos que advogam que qualquer palavra difícil ou polissilábica possa virar uma convenção ou simplificação. Os grandes nomes da taquigrafia nos ensinam essa lição. Para falar a verdade, achamos que o nosso método, com cerca de 900 (novecentas) convenções ou simplificações, faz parte do que podemos chamar de um “mal necessário”. Temos notícia de que outros métodos alcançaram o espantoso número de 3.500 (três mil e quinhentas) ou mais convenções. Podemos considerar um verdadeiro dicionário. O problema é extremamente grave, tendo em vista que o método original está sendo violentado, com convenções ou simplificações sendo criadas sem o menor critério, ou seja, uma palavra grafada de inúmeras formas. O simples fato de uma convenção representar uma economia de tempo para uma pessoa pode não ser para a outra. Observamos que toda vez que um taquígrafo resolve, por sua conta e risco, repassar o seu conhecimento, na maioria das vezes de boa fé, achando que está ajudando o iniciante com a convenção que criou, na realidade o está prejudicando. As chamadas “apostilas”, um grande desserviço e uma das formas mais gritantes de não se pagar os direitos autorais no Brasil, alastram-se. Um dos métodos mais prejudicados com as chamadas “apostilas” é o do saudoso ícone da taquigrafia, professor Oscar Leite Alves, que apesar de possuir obra publicada pela Editora Saraiva, numa edição recente, de 2001, não consegue vender sequer um livro nas dezenas de cursos que adotam o seu método. É triste e lastimável.
A seguir podemos sistematizar o uso das convenções e simplificações da seguinte forma:
O que você precisa saber sobre as simplificações e como utilizá-las adequadamente:
Abaixo, você tem um interessante texto do grande mestre Paulo Gonçalves a respeito do uso das convenções, também chamadas de abreviaturas e simplificações. ABREVIATURAS
“Os bons métodos advertem os novatos sobre o excesso que representa decorar indiscriminadamente grande número de taquigramas, esfalfando-se fisicamente e abarrotando a memória sem proveito. Quanto maior for o número desses sinais raros, arquivados, menor será o número de abreviaturas de uso obrigatório e constante que podem ser retidas, para serem usadas prontamente. A criação de abreviaturas novas, “pessoais”, que cada um é tentado a fazer, é um fato comum, decorrente da própria experiência de quem se insinua nos segredos da taquigrafia; contudo, taquigramas ou traçados que se inventam arbitrariamente e sem base, podem travar a marcha do trabalho em vez de ajudá-lo. Raciocínios aparentemente acertados podem não ter o valor prático que se lhes atribui. Se toda palavra muito comprida, por exemplo, exigisse necessariamente um taquigrama, devia haver um dicionário de taquigramas só para os vocábulos polissilábicos e não poderia faltar um glossário para palavras como antidemocratissimamente ou otorrinolaringologista. Também não é aconselhável organizar listas copiadas de outros, porquanto as tendências e feitios entre as pessoas diferem. Outro vezo que não se recomenda é a relação de frases muito longas, que só raramente podem ocorrer. Suprimir palavras, tais como preposições, artigos e contrações podem constituir uma linguagem de cunho telegráfico, mas não é um processo taquigráfico, será um recurso ou desaperto, que pode dar muita confusão mais tarde. A lisura do trabalho, a clareza da frase e o valor da expressão necessariamente ficarão comprometidos. Mas, ainda que suprimir palavras seja sempre um artifício, é um recurso de emergência para o qual todos têm o direito de apelar, quando se cruzam apartes truncados ou rápidos demais, que o taquígrafo deve registrar tão depressa quanto lhe for possível.”
Valorize o livro didático e diga não ao uso de apostilas!
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