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Concurso Tribunal de Justiça da Paraíba: réquiem para taquigrafia
Por Lógos
“requiem aeternam dona eis”
Internautas, o que dizer do Edital publicado pelo TJPB para a seleção de taquígrafos? Não há o que falar. Infelizmente, chegamos ao ápice, ao cúmulo do absurdo e à desmoralização total da taquigrafia brasileira. O Edital é tão estapafúrdio, tão vexaminoso que tecer considerações a seu respeito é um atentado a nossa inteligência. Portanto, recusamo-nos a analisar uma das maiores besteiras já publicadas nos últimos anos. A taquigrafia brasileira caminha para o descrédito absoluto. São coisas desse tipo que mostram de forma clara e inequívoca o nível da taquigrafia no Brasil e a capenga formação desse importante técnico. O desânimo com editais dessa natureza nos obriga a falar que a taquigrafia deve, imediatamente, repensar toda a sua estrutura atual, que se mostra carcomida, ultrapassada, cheirando a mofo e a naftalina. São os ecos do servilismo que estão afundando a taquigrafia no Brasil. Durante anos, de forma incansável, alertamos sobre o descaso com a taquigrafia no setor público. Editais absurdos, investimento zero, regras do tempo do Império, “panelinhas”, preparação caótica, formação inexistente, falência de cursos e escolas, desinformação, excesso de marketing pessoal de meia dúzia de sujeitos que insistem em querer determinar o que é ou não é importante para a taquigrafia. Um rol imenso de mazelas e orientação destrambelhada poderiam ser colocadas neste artigo. No entanto, a nossa paciência se esgotou com esse Edital. O que saiu publicado é uma afronta, um desrespeito enorme e uma prova inconteste da incompetência de quem deixou uma coisa grotesca, uma tolice dessa natureza ser publicada. Exigir prova de tradução de um texto taquigrafado do excepcional método Leite Alves (que não tem nada a ver com isso) é um desserviço para a taquigrafia brasileira. O que mais podemos comentar? Nada! Recentemente tivemos uma pseudopolêmica acerca do concurso do TRF da 5ª Região. Imaginem, internautas, que queriam anular a prova prática pois DESCOBRIRAM que o texto se encontrava publicado na internet. Nossa Senhora! Quanta bobagem! Quanto besteirol! Dessa forma, todos os concursos da Câmara e do Senado deveriam ter sido anulados, pois os discursos são públicos e todos são publicados na net. Ora, descobrir qual o discurso sorteado para ser ditado não deve ser uma tarefa muito difícil, evidentemente, após a prova feita. Quem deseja anular uma prova, de qualquer concurso, tendo em vista que trechos de publicações de autores renomados foram escolhidos e que serviram de base para uma prova de dissertação, por exemplo, se encontram em livros e na net, possui uma enorme chance de concorrer e ganhar com louvor o troféu de IDIOTA do ano. Certamente, teremos diversos participantes disputando o primeiro lugar.
Valorize o livro didático e diga não ao uso de apostilas!
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