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Imbróglio no Senado


 

Por Lógos

 

Internautas, o nosso site foi o primeiro a publicar o contrato de prestação de serviços celebrado entre o Senado Federal e a Steno do Brasil. Ao que tudo indica está sob a égide da Lei n° 8.666 e, portanto, dentro da legislação vigente. A mídia vem divulgando supostas irregularidades em alguns contratos firmados pelo Senado, dentre os quais estaria relacionado o da Steno. De início, entendemos que o Senado, a Câmara, os tribunais superiores e demais órgãos que utilizam a técnica taquigráfica podem escolher livremente e da forma que lhes convier como desejam implantar seus procedimentos internos e resolver as suas demandas, inclusive com a escolha da estenotipia. Evidentemente, como defensores incansáveis da taquigrafia manual, sempre lutamos, e o faremos em qualquer ocasião, pela aplicação da técnica em primeiro plano. Agora, demonizar a estenotipia e os profissionais que trabalham com essa modalidade no Senado Federal vai uma distância muito grande. As pessoas podem fazer interpretações, ilações e até comentários levianos sobre o que é despejado pela mídia a respeito do caso, mas denegrir o trabalho de estenotipistas, pura e simplesmente, para ter o seu espaço no Senado é algo ignóbil. A estenotipia pode conviver pacificamente com a taquigrafia. Aliás, um processo pode até auxiliar o outro. Querer defender a taquigrafia, buscar novas perspectivas, lutar pela classe é algo sublime e digno de aplausos. No entanto, falar mal de outras formas de captação da palavra, assim como a estenotipia, com base em revelações confusas e mal esclarecidas pela imprensa é outra completamente diferente. O fato de se ter uma investigação sobre um contrato não pode desmoralizar todo o trabalho feito durante dois ou mais anos por profissionais da estenotipia.  No passado, a propaganda equivocada da estenotipia falava sobre a ”eliminação do taquígrafo”, tendo em vista a chegada da “taquigrafia computadorizada”. Foi um fiasco. Não se acabou com a taquigrafia. A estenotipia entendeu o recado e passou a participar de licitações públicas para conquistar o seu próprio lugar. Isso pode ser condenável? Claro que não! Se há, realmente, alguma falcatrua no contrato, que se examine e se punam os culpados. No entanto, não temos o direito de julgar, condenar e sentenciar os profissionais sérios que trabalham com a estenotipia, apenas tendo como parâmetro algumas informações publicadas pela mídia. Faz-se necessário analisar cuidadosamente o que está acontecendo. A estenotipia é um modelo consagrado no mundo moderno. Não há o que se questionar. Se um contrato foi burlado, cabe às autoridades investigarem o assunto e à Justiça se pronunciar. Somos a favor, de forma incondicional, do concurso público para taquígrafo no Senado Federal. A nossa posição é claríssima e conhecida de todos.  Contudo, isso não nos dá o direito de fazer terrorismo com a classe dos estenotipistas. Devemos conquistar e ampliar o nosso espaço dentro das regras do jogo e não no “tapetão”. Exigir o concurso no Senado Federal é legítimo. Outra coisa é tentar acabar com a estenotipia e o trabalho de pessoas honestas que dependem dele para sobreviver. Isso cheira mal e, cá para nós, é de uma torpeza e falta de caráter incrível. Coisa de gente ressentida e incompetente, que não reconhece o bom trabalho desenvolvido pelos outros. Exigir-se investigação completa para o caso é de bom alvitre e faz bem à Instituição Senado da República. O que não há de se fazer é jogar na fogueira pessoas inocentes e que trabalham em prol da captação da palavra com uma técnica diferente da taquigrafia manual. São coisas díspares e que não pode servir de pano de fundo para jogar na lama o trabalho desenvolvido por esses profissionais. Aguardemos com cautela o desenrolar dos fatos e, principalmente, a voz da justiça brasileira, pois se acreditarmos em tudo o que a imprensa nativa publica estaremos fadados a uma ditadura midiática sem precedentes e o estado de direito jogado na lata do lixo.    

 

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