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Fusquinha ou Ferrari? Tanto faz?
Por Lógos
Prezados internautas, não é de hoje que há uma celeuma sobre métodos de taquigrafia. No Brasil, infelizmente, temos uma corrente que prega que o método adotado pouco importa. O que na verdade faz a diferença é o talento, o esforço e a capacidade do praticante. Será? A tese apregoada é desprovida de qualquer estatística ou de qualquer estudo sério já realizado. Baseia-se, como sempre, na percepção de algumas pessoas e no achismo. Aliás, o achismo é o esporte preferido de alguns na área taquigráfica. Como afirmar que “todos os métodos de taquigrafia chegam a resultados iguais”? Isso é um absurdo! Uma verdadeira patacoada. Lembra bem o Festival de Besteira que Assola o País, FEBEAPÁ, do saudoso Stanislaw Ponte Preta. Colocar todos os métodos de taquigrafia no mesmo cesto é a vontade de meia dúzia de sujeitos. Claro! Evidentemente que a importância pelo bom resultado passa a ser, apenas, do instrutor e do praticante. Que sofisma! Que embromação! Experimente estudar com um material didático desatualizado e truncado. Utilize um computador padrão IBM 486 DX2 66 no lugar de um Pentium 5. Aprenda a dirigir numa auto-escola que coloca uma carroça a sua disposição. Realmente a taquigrafia não pode evoluir com um pensamento ultrapassado e cheio de ranço. Durante décadas estamos chamando a atenção sobre isso. Vez por outra aparece uma falação jurássica dessa. Incrível, mas tem gente que acredita nessa bobagem. Ora, quanto mais inteligente, mais moderno e mais fácil o método de taquigrafia melhor será o desempenho de quem o pratica. É óbvio! Faz uma enorme diferença. Pegue o método original de Prepéan, considerado o pai da Taquigrafia francesa, e saia por aí taquigrafando. Veja o resultado. Utilize os métodos de taquigrafia adotados no Japão, por exemplo. Que facilidade! O seu resultado será equivalente aos dos demais estudantes. Será? Faça essa experiência. Evidentemente, quanto melhor for a adaptação melhor será a performance de quem pratica o método. Portanto, não interessa, a quem nunca se dedicou a criar um método, dizer que faz diferença empregar um tratado atualizado. Que sejam bem-vindos todos os novos trabalhos na área taquigráfica. Quanto mais, melhor! Quem dera pudéssemos ter inúmeros compêndios publicados. A taquigrafia brasileira precisa disso: de gente querendo mostrar serviço e de gente querendo apresentar idéias novas. É salutar o aparecimento de novos trabalhos na área. O que não podemos aceitar é que se passe a idéia de que todos os métodos são iguais e que todos levam ao mesmo resultado. Aí não! É demais! Tenha paciência! Existem métodos tão complexos que o praticante leva mais de um ano, tão-somente, para aprender o básico. Como comparar? Essa conversa fiada de que todos são iguais serve apenas para colocar os melhores trabalhos de taquigrafia na mesma vala de outros que, apesar de serem bem estruturados, são extremamente difíceis de serem compreendidos, gerando uma total desmotivação por parte do interessado. Essa conclusão não foi diagnosticada por nós, e sim pelo saudoso professor Leite Alves. Basta ler o seu livro para entender por que ele fazia essa diferença. Realmente é uma pena que certos ícones da taquigrafia brasileira não estejam em nosso convívio neste momento para falar sobre essa sandice propalada por meia dúzia de pessoas. É de se lamentar! Porém, enquanto tivermos forças lutaremos para que a taquigrafia brasileira seja plural e aberta. Que possa sair dos nefastos grupinhos, das seitas, dos clubes da luluzinha e do bolinha e que alcance vôos mais altos. Não é tarefa fácil. Somos pregadores no deserto. O que importa é que fazemos o nosso trabalho de divulgar corretamente o que é a taquigrafia e para que serve. Sem aquele sentimento de FLA x FLU ou de sabujice que enoja e faz o jovem se desinteressar pela disciplina. O já famoso puxa-saquismo de alguns elementos da área taquigráfica é nefando, do tipo: levanta a bola para que eu possa cortar. Isso é deprimente. Quem não faz parte do time de bajuladores é logo defenestrado. Tem de pertencer à panelinha. Aí pronto, está no céu! Agora, essa história de dizer que “todos os métodos são iguais”, como diria Garrincha: “Faltou combinar com os russos”.
Valorize o livro didático e diga não ao uso de apostilas!
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