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  TAQUIGRAFIA NEWS

Lógos e a questão de certificado de curso de ESCRITA NÃO-USUAL (taquigrafia).

 

 

...nas entrelinhas...

 

 

 

Lógos - Colunista

 

  
   
 

Prezados internautas, o número de mensagens solicitando informações a respeito de certificado de uma técnica não-usual de escrever rápido, denominada de taquigrafia é impressionante.  Achávamos que tal bobagem já havia sido dissipada. No entanto, o besteirol permanece como um dos campeões de perguntas ao colunista, derivado da nefanda e funesta divulgação (de uma entre tantas asneiras), em editais de certames da área serviçal pública.

 

Para que não haja mais nenhuma dúvida sobre a questão, abaixo faremos algumas considerações, bem chamativas, a respeito de exigências estapafúrdias solicitadas por alguns setores que por acaso utilizam a escrita não-usual.

 CONCEITOS BÁSICOS

ESCRITA USUAL – aquela que você usa no seu dia-a-dia (morosa e desgastante). Com ela, você não consegue ultrapassar a medíocre velocidade de 30 palavras por minuto.

 

ESCRITA NÃO-USUAL – baseada em sinais encontrados na Geometria Elementar, especificamente na circunferência. Proporciona a quaisquer pessoas e de quaisquer níveis de escolaridade registrar 120 ou mais palavras por minuto. Pode ser chamada também de estenografia, taquigrafia, logografia, grafia rápida, grafia dinâmica, grafia abreviada, grafia veloz, grafia simplificada etc. Dessa forma, a palavra taquigrafia representa, tão-somente, um nome dado a uma técnica de escrita rápida que utiliza sinais não-usuais. Conforme afirmamos, pode-se designar essa técnica com o nome que quiser.

 

 

CONSIDERAÇÕES

 

PRIMEIRA

Estenografia, taquigrafia, logografia, grafia veloz, grafia simplificada, grafia rápida, grafia dinâmica, grafia abreviada, e quaisquer outros nomes que se queiram dar, é uma técnica de escrita não-usual. Apenas isso! Não se deve confundir uma técnica de escrita não-usual com um cargo público. Portanto, taquigrafia ≠ serviço público.

 

SEGUNDA

Não há, no Brasil, escola e/ou curso algum de taquigrafia reconhecido, regulamentado, registrado, homologado, oficializado, carimbado, batizado, lambuzado, benzido ou quaisquer outras denominações idiotas que se queiram dar.

 

TERCEIRA

Não existe certificado, diploma, declaração, recomendação, indicação, bilhetinho (seja reconhecido, regulamentado, registrado, oficializado, homologado, carimbado, batizado, lambuzado ou benzido) e quaisquer outras bobagens, de curso de taquigrafia.

 

QUARTA

Não existe curso técnico algum (reconhecido, regulamentado, registrado, oficializado, homologado, carimbado, batizado e nem benzido) de taquigrafia, no Brasil. Isso é fruto da total inépcia e desinformação de alguns órgãos públicos (que por acaso utilizam a técnica) e de organizadoras (?) de concursos. Portanto, não é a técnica que utiliza o órgão público e sim exatamente o contrário.

 

QUINTA

Os cursos de taquigrafia sejam on-line e/ou presenciais possuem a mesma validade. Inclusive, podem definir a sua própria carga horária. O certificado de participação é válido apenas para constar em currículo. O que você acha da expedição de um certificado para um sujeito que não registra nada? Não adianta dizer que registra, tem de provar na prática. Não adianta fazer “bolinha”.

 

SEXTA

Órgão público algum, no Brasil, que por acaso utiliza uma escrita não-usual, não pode exigir o que a legislação vigente não prevê. Se porventura cobrarem “abobrinhas”, por gentileza, não acreditem! Eles estão equivocados! É pura ignorância sobre a área. Conhecem muito pouco sobre uma das técnicas de escrita não-usual.

 

SÉTIMA

Uma forma de escrita não-usual (por acaso denominada de taquigrafia), não pertence a qualquer órgão público. Portanto, não possui nenhum tipo de vinculação, subordinação, fiscalização, normatização ou bênção para poder ser usada.

 

OITAVA

As exigências de escolaridade dizem respeito a um cargo público qualquer e não a uma técnica de escrever rápido de forma não-usual (por acaso, chamada de taquigrafia).  A rigor, qualquer pessoa interessada pode aprender a técnica, basta ter o ensino fundamental e conhecer o vernáculo. Portanto, é falso (não passa de um embuste para justificar salários estratosféricos) querer atrelar o nível de escolaridade, cursos específicos ou outros conhecimentos para se aprender a técnica de escrita não-usual. Por exemplo: ter curso de Letras, ser “dotô” em lingüística, “falador” de idiomas (poliglota) ou revisor-mor etc.

 

NONA

Não existe um único sistema/método de escrita não-usual (taquigrafia) “oficial” utilizado em órgãos públicos, muito menos em certames. O interessado usa o sistema/método que bem desejar.  Em tese, se um sujeito qualquer ficar parado e memorizar tudo que uma pessoa falou, durante os 05 (cinco) ou 10 (dez) minutos do exame e depois for capaz de colocar no papel (em escrita usual), pode se considerar um felizardo. A técnica de escrita não-usual é uma ferramenta para o indivíduo registrar a palavra falada e não tem nada haver com: regras, artigos, parágrafos, incisos, isonomês, proporcionês, hierarquias, cargos, funções, nomeações, comissões, postos, mordomias, nepotismos, indicações, “boquinhas”, “fazer bolinha”, dirigentes, doutores, aspones, associações e outras bugigangas.  Há um desejo orgástico para que uma técnica de escrita não-usual fique atrelada a esse rol.

 

DÉCIMA

Não há, no Brasil, um conselho federal, conselhos estaduais, cartórios, feudos, capitanias hereditárias, sindicatos e outras coisas do gênero para tentar se constituir em reserva de mercado uma técnica universal de uso aberto e acessível a qualquer pessoa, que um escravo liberto (lá na Roma antiga) começou a usar. Há 1500 anos, pelo menos, se utiliza alguma técnica de escritas não-usuais.

 

 

NÃO CONFUNDA:

  • Escrita não-usual (chamada, também, de taquigrafia) com serviço burocrático (ligado ao setor público).

  • Usuário e/ou praticante de uma escrita não-usual (qualquer pessoa) com um executor da técnica no serviço público (chamado, também, de taquígrafo burocrático).

 

VOCÊ DEVE SABER QUE:

  • A taquigrafia é apenas uma das técnicas de escrita não-usual e por acaso é utilizada no serviço público, (mas não nasceu lá dentro e não pertence a ninguém).

  • Não existe um porta-voz oficial e nem representantes oficiais de uma técnica de escrita não-usual (por mais que alguns sujeitos queiram se fantasiar disso, com carteirinha e tudo), no Brasil. Portanto, não estão autorizados a falar em nome de coisa alguma, apenas emitir alguns “achismos”, mais nada. Não há representante do Sul, do Sudeste, do Centro-Oeste, do Nordeste e nem do Norte do País.

  • Não é porque uma técnica de escrita não-usual é utilizada em alguns tribunais e algumas casas do legislativo, que essas entidades possuem algum tipo de posição superior ou ascensão sobre quem a pratica fora da redoma. Não há nenhuma subordinação ou vinculação. A obediência, rapapés e salamaleques são quanto ao cargo e a pessoa que o ocupa, e não quanto à técnica. Não há como se atrelar essas excrescências a uma arte-ciência de se escrever rápido. Faz-se necessário deixar bem claro isso! O sujeito está falando apenas em seu nome e deve satisfação ao órgão que trabalha. E por sua vez, o órgão que o contrata deve exigir desse servidor o que achar melhor. Isso fica por aí e ponto final! Não há absolutamente nada de sujeição em relação ao emprego da técnica não-usual fora desse restrito círculo. Portanto, esse servidor deve emitir opiniões no âmbito do seu trabalho. Aqui fora, deve ouvir e aprender mais com quem criou a técnica para ele usar.

Destarte, de uma vez por todas, é preciso deixar a escrita não-usual em paz para que continue a trilhar o seu próprio caminho. Se não investem, se não inovam, se não vêem razão dela existir e não a querem lá dentro, por favor, pelo menos, não atrapalhem!   

 

 


ATENÇÃO!

O conteúdo dos artigos é de responsabilidade do autor e expressa sua visão sobre assuntos atuais. Os textos podem ser reproduzidos em qualquer tipo de mídia desde que sejam citados os créditos do autor. Edições ou alterações só podem ser feitas com autorização do colunista.

 

 

  

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