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A desinformação é um dos maiores problemas da taquigrafia

 

 

Por TecnoLógos

 

 

 

Amigos! Indiscutivelmente a desinformação é um dos maiores problemas enfrentados pela taquigrafia. Pior do que a escassez de informações são as informações equivocadas. Dessa forma, a taquigrafia sofre duplamente, seja pela inexistente difusão, ou quando realizada de maneira errada. O binômio falta de informação mais divulgação enviesada tem levado a taquigrafia para o atoleiro e certamente, se algo não for pensado para tratar dessa questão importantíssima, resultará em sua rápida extinção. O CBT Online sabedor disso pretende dar a sua cota de contribuição ao solicitar dos executivos do CBT EDITORA que façam um esforço de possibilitar a publicação de livros e revistas, no sentido de divulgar a taquigrafia no seio da sociedade. A esse respeito encaminhou uma relação de títulos para análise da Editora com o objetivo de que sejam publicados ao longo do próximo semestre e em 2008. O pedido do CBT Online é ousado. Está na fase preliminar de consulta e passará por um processo de viabilidade econômica mínima, tendo em vista o provável prejuízo ou o insignificante retorno financeiro que tais publicações gerariam. A área taquigráfica além de possuir uma das piores divulgações do mundo, ainda enfrenta a concorrência desleal e criminosa de apostilas, que se alastram em cursinhos preparatórios e particulares. O desafio é hercúleo: levar à sociedade informações sobre a escrita dinâmica sem preconceito e de forma inteligente. O CBT EDITORA está planejando criar três linhas de publicações:

 

SUPERECONÔMICA - material impresso reciclado, de baixíssimo custo e que beneficiaria todo e qualquer cidadão, principalmente os que não dispõem de acesso a Internet.

 

TRADICIONAL – material impresso dentro dos padrões do mercado livreiro nacional. 

 

ELETRÔNICA – material disponibilizado por meio de download no site do CBT Online.  

 

Portanto, urge realizar um trabalho informativo de qualidade na área taquigráfica. A nossa percepção encontra respaldo não só entre os diversos atores responsáveis da área como nas centenas de e-mails que nos chega diariamente, transmitindo uma completa falta de conhecimento sobre uma singela técnica de escrita rápida. São questões relacionadas a autores e métodos de taquigrafia, certames públicos, utilidade da técnica e, principalmente, aspectos que dizem respeito ao aprendizado da disciplina. Faz-se muita confusão entre aprender taquigrafia e a utilização da mesma no setor público e privado. Em grande parte, a difusão equivocada realizada por alguns sujeitos, querendo vender o “peixe muito salgado e deteriorado do servilismo”, foi a responsável pela informação truncada e totalmente desvirtuada da função precípua da taquigrafia que é substituir a escrita comum ou usual. A supervalorização da taquigrafia na área serviçal pública causou um desequilíbrio muito grande na difusão da técnica como uma alternativa viável de uso em relação à escrita comum ou usual. Isso está mais do que provado. Vivemos sob o manto dessa nefasta propaganda há quase um século no Brasil. O saudoso professor Leite Alves foi um dos expoentes na luta pela qualidade da informação na taquigrafia. Infelizmente, o seu discurso sucumbiu ao poderio demonstrado por alguns sujeitos que não deram trégua, atrelando a taquigrafia ao servilismo de forma implacável. De nada adiantou os apelos e a crítica contundente de alguns abnegados. O “rolo compressor” da chamada “elite profissional da área serviçal pública”, representada por alguns esquizofrênicos com sede de poder impressionante, com uma ambição política desvairada e uma vaidade incomensurável inundou a sociedade com uma difusão catastrófica. Evidentemente, que agora se torna cada vez mais difícil equilibrar o jogo, mostrando para todos os interessados que a taquigrafia não passa de uma simples técnica de escrita rápida que veio para substituir a escrita comum ou usual. O corporativismo exacerbado também foi uma das causas da desinformação da área taquigráfica. O sistema espúrio de castas na taquigrafia impediu que uma divulgação aberta e saudável fosse realizada. Durante anos e anos uma “plêiade” de elementos medíocres, retrógados, saudosistas, jurássicos, antiquados, “cheirando a naftalina” e com uma visão que não ultrapassa o próprio umbigo, alardeou em propagandas erradas, falaciosas e mal elaboradas que a taquigrafia “dependia do servilismo para sobreviver”. Conclusão: o setor público não correspondeu a essa exagerada importância e hoje a taquigrafia caminha para a sua completa extinção. A qualquer momento, quando a técnica deixar de ser utilizada nesse setor, estaremos aqui nos reportando a ex-técnica. A taquigrafia viveu sombra e a margem do setor público ao largo de sua existência. Essa vinculação e subserviência serviram para que? Por acaso surgiram novos multiplicadores? Escolas e cursos foram criados? O magistério taquigráfico se fortaleceu? Surgiram novas publicações e interessantes trabalhos na área? O número de executores e praticantes aumentou significativamente? Não, em absoluto! Estamos presenciando, durante décadas, uma situação de completa paralisia e ostracismo no setor público. Nada foi realizado em prol da taquigrafia. As ações se restringiram a nichos específicos de familiares e amigos. A sociedade que é a maior interessada ficou “a ver navios”. O cidadão comum sequer teve acesso ao conhecimento da técnica. Trancafiada “em sete chaves” a taquigrafia se tornou um objeto de luxo e instrumento de ascensão social para meia dúzia de felizardos que podem arcar com um custo elevadíssimo na preparação visando o setor público. A taquigrafia conviveu todo esse tempo com uma propaganda egoísta e centrada em feitos duvidosos de certames públicos. Elitizaram o seu ensino de tal maneira, que hoje qualquer cidadão imagina que para ser um simples taquígrafo o sujeito precisa ter saído da Sorbonne ou possuir tantas qualidades e sapiências que é melhor ser um PhD em Física. O discurso sempre teve razões óbvias: ora, se para ser um mero taquígrafo o sujeito precisa revelar qualidades de um Machado de Assis, imaginem o sujeito que já pertence ou pertenceu a câmaras e tribunais, o que ele será então? Não souberam dissociar o aprendizado da técnica com a preparação para certames públicos. Uma coisa é aprender taquigrafia, utilizá-la em seu dia-a-dia, substituindo a escrita comum ou usual, outra bem diferente é tentar competir, disputar ou concorrer em seleções públicas que por sinal são escassas e com um número de vagas ridículo, apresentando, ainda, editais hilários e exigências estapafúrdias. Portanto, são atividades diferentes e que não podem ser relacionadas da mesma forma. A que se ter inteligência, discernimento e abandonar a extrema estupidez de pontuar a taquigrafia como um bibelô ou um adorno de câmaras e tribunais, por mais que seja utilizada nesses lugares. Essa difusão enviesada tem sido altamente prejudicial aos interesses da sociedade. A desinformação do uso da taquigrafia é calcada nessa visão estreita e subaproveitada da técnica. Sendo assim, o CBT Online intensamente tem tentado fazer a verdadeira difusão da taquigrafia. Infelizmente, esbarra no medo, na insegurança, no egocentrismo e na parolice de algumas pessoas que insistem em tentar reduzir a ferramenta a uma esdrúxula e exclusivista atividade do servilismo. Quando a atividade deixar de ser utilizada no serviço público vão viver de que tipo de propaganda? Nenhuma, pois estarão dando como encerrada a “bela contribuição” para a taquigrafia, que foi colocar meia dúzia de apaniguados na área serviçal pública. Daí que não haverá mais nenhuma necessidade de falar em taquigrafia, pois a confraria já terá sido contemplada em sua plenitude. A sociedade precisa estar consciente e suficientemente esclarecida disso e mais ainda, se é realmente o que deseja para tão importante ferramenta.     

 

 

 

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