|
“80 anos de estrada”
Por TecnoLógos
|
|
|
 |
|
Ford V-8 Cabriolet - 1932 |
|
|
|
|
Pessoal,
há um método de taquigrafia sendo difundido na net e
curiosamente a data de sua publicação não é colocado com
muito destaque, levando o desavisado a acreditar que tal
método foi elaborado há alguns meses atrás. Seria
muito oportuno que os divulgadores responsáveis por tal obra
esclarecessem para a sociedade que o tratado conta com quase
“80 anos de estrada”. E por que isso é importante? No
momento em que algumas pessoas querem insinuar uma
comparação com outros manuais, fazem-se necessário
estabelecer critérios lógicos, premissas racionais e
equilibradas para tal confrontação. Em primeiro lugar, um
método com 80 (oitenta) anos de vida pode e deve
apresentar resultados significativos na área em relação a
outros métodos publicados na mesma época. Ficam fora dessa
disputa métodos publicados com menos de cinco anos
no mercado. Aí a comparação é totalmente descabida e
desigual em todos os aspectos. Na verdade, devem-se cotejar
trabalhos com o mesmo tempo de difusão, por exemplo, com
o método Oscar Leite Alves. Daí que seria muito
interessante que alguns divulgadores colocassem para a
sociedade o resultado obtido com a obra. “Apresentassem
de forma cristalina quantos sujeitos trabalham em câmaras e
tribunais utilizando tal compêndio”. Já que alguns
sites de cursinhos preparatórios dão uma importância
exagerada aos resultados obtidos em certames públicos,
seria a oportunidade de a sociedade conhecer um pouco mais
as vitórias em concursos públicos de alguns métodos
divulgados. A nossa opinião, os internautas já conhecem de
longa data. Um método ou sistema de taquigrafia foi criado
para substituir a escrita comum ou usual e não possui
qualquer vínculo ou subordinação com resultados em certames.
No entanto, tendo em vista que o “negócio da moda” em fóruns
de discussão por aí é o discurso falacioso e o marketing
da comparação, torna-se uma obrigação essas pessoas
demonstrarem para a sociedade de maneira inequívoca que o
seu tratado é largamente utilizado na área serviçal
pública, fornecendo os números exatos dos “taquígrafos
profissionais” que utilizam o manual. Gostaríamos
imensamente de ver publicado um artigo, uma matéria ou um
editorial daqueles que todos já conhecem (de auto-elogio ou
de superioridade em relação aos demais tratados) com o
resultado obtido pelo método que está na praça faz
oitenta anos. Tendo em vista a excelência do
compêndio, evidentemente que há inúmeros
representantes utilizando-o em câmaras e tribunais.
Portanto, mais do que necessário é oportuno que se divulgue
a superioridade desse trabalho em relação aos outros. O
quantitativo não deve ser mencionado de forma
genérica, usando-se as expressões já conhecidas, do
tipo: “diversos”,”inúmeros”, “vários”, “um sem número”,
etc. A sociedade aguarda com muita curiosidade a
estatística completa, apresentando os números redondos dos
praticantes desse manual em câmaras e tribunais. Afinal, um
tratado que é, segundo alguns depoimentos, o “melhor
que já apareceu”, deve apresentar excelentes resultados
ao longo de oitenta anos de existência. O discurso sobre
o tratado é muito pomposo, contem um “ar professoral” e
muita soberba na sua divulgação. Dessa forma, os resultados
têm obrigatoriamente de indicar certa vantagem em
relação às outras obras publicadas. A divulgação do manual
adotado pelo CBT Online, jamais, em tempo algum,
buscou insinuar tratar-se de um compêndio superior aos
demais. Temos sempre nos referido aos aspectos didáticos e a
metodologia aplicada com tecnologia de ponta que vem
oferecendo aos nossos estudantes um bom rendimento e um
desempenho satisfatório no aprendizado, por meio de
softwares e outros recursos de multimídia. Por outro lado,
todos os internautas conhecem a nossa posição em
relação aos índices de aprovação em concursos públicos,
divulgados com foros de extremo sensacionalismo por alguns
cursinhos preparatórios. Na verdade, o estudioso não está
preocupado com os resultados obtidos em certames. Não foi
com essa idéia que lançou as suas obras. Portanto, estamos à
vontade, assim como toda a sociedade, para receber as
informações de manuais que embasados em “depoimentos e
testemunhos virtuais“ declaram-se melhores que os outros.
Quem tem a obrigação de comprovar tal assertiva, com números
e fatos verídicos, obviamente são os sujeitos que estão
propalando tais feitos. Os demais autores de métodos
brasileiros não podem ser obrigados a confirmar ou não a
excelência de um manual ou sair por aí para constatar ser
verdadeira essa superioridade. “Ao contrário, a
apresentação de fatos concretos parte de quem está
propalando essas vantagens”. Em outras palavras, não faz
o menor sentido que a sociedade seja obrigada a buscar a
veracidade dos casos relatados de sucesso e divulgados
por essas pessoas, invertendo-se o ônus da prova. Torna-se
necessário que a comprovação seja feita de forma
transparente e que os dados divulgados possam ser checados
pela sociedade. A não-especificação de números em relação ao
trabalho que está sendo difundido retira totalmente a
credibilidade do discurso proferido. Não basta dizer de
maneira simplória que “possuo inúmeros estudantes
trabalhando em câmaras e tribunais”. Aquela história do:
“são tantos que já perdi a conta”. Assim é muito fácil!
Sendo assim, para quem gosta de fazer o cotejamento entre
coisas que a nosso juízo não pode ser comparadas, isso é
muito importante. De forma contundente, ratificamos que para
nós tal medida é totalmente irrelevante. Não
conferimos nenhuma importância a essa questão. Porém, não
podemos aceitar candidamente que alguns sujeitos se
aproveitem desse discurso para fazer proselitismo barato e
confundir a cabeça de iniciantes, leigos, desavisados e
incautos. É nossa obrigação exigir de forma peremptória
que esses elementos se posicionem e coloquem de forma clara
para sociedade os resultados auferidos, apresentando
casos concretos de sucesso obtido com seus tratados.
Evidentemente que e-mails de estudantes relatando
“isso e aquilo”, informando que estão fazendo o uso do
método são irrelevantes e descartáveis. Poderíamos encher mais de trinta páginas
com e-mails
de estudantes que estão utilizando algum tipo de produto
adquirido ao longo dos quase seis anos de nossa
existência. Esse tipo de propaganda é altamente
ridicularizado em todo o mundo. E por esse motivo não a fazemos. Seria nivelar o nosso trabalho por baixo,
fazendo-o parecer com a propaganda do “Grill milagroso de
George Foreman”.
Valorize o livro didático e diga não ao uso de apostilas!
ATENÇÃO!
O conteúdo dos artigos é de responsabilidade
do autor e expressa sua visão sobre assuntos atuais. Os
textos podem ser reproduzidos em qualquer tipo de mídia
desde que sejam citados os créditos do autor.
Edições ou alterações só podem ser feitas com autorização do
colunista.
|