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“80 anos de estrada”

 

Por TecnoLógos

 

 

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Pessoal, há um método de taquigrafia sendo difundido na net e curiosamente a data de sua publicação não é colocado com muito destaque, levando o desavisado a acreditar que tal método foi elaborado há alguns meses atrás. Seria muito oportuno que os divulgadores responsáveis por tal obra esclarecessem para a sociedade que o tratado conta com quase “80 anos de estrada”. E por que isso é importante? No momento em que algumas pessoas querem insinuar uma comparação com outros manuais, fazem-se necessário estabelecer critérios lógicos, premissas racionais e equilibradas para tal confrontação. Em primeiro lugar, um método com 80 (oitenta) anos de vida pode e deve apresentar resultados significativos na área em relação a outros métodos publicados na mesma época. Ficam fora dessa disputa métodos publicados com menos de cinco anos no mercado. Aí a comparação é totalmente descabida e desigual em todos os aspectos. Na verdade, devem-se cotejar trabalhos com o mesmo tempo de difusão, por exemplo, com o método Oscar Leite Alves. Daí que seria muito interessante que alguns divulgadores colocassem para a sociedade o resultado obtido com a obra. “Apresentassem de forma cristalina quantos sujeitos trabalham em câmaras e tribunais utilizando tal compêndio”. Já que alguns sites de cursinhos preparatórios dão uma importância exagerada aos resultados obtidos em certames públicos, seria a oportunidade de a sociedade conhecer um pouco mais as vitórias em concursos públicos de alguns métodos divulgados. A nossa opinião, os internautas já conhecem de longa data. Um método ou sistema de taquigrafia foi criado para substituir a escrita comum ou usual e não possui qualquer vínculo ou subordinação com resultados em certames. No entanto, tendo em vista que o “negócio da moda” em fóruns de discussão por aí é o discurso falacioso e o marketing da comparação, torna-se uma obrigação essas pessoas demonstrarem para a sociedade de maneira inequívoca que o seu tratado é largamente utilizado na área serviçal pública, fornecendo os números exatos dos “taquígrafos profissionais” que utilizam o manual. Gostaríamos imensamente de ver publicado um artigo, uma matéria ou um editorial daqueles que todos já conhecem (de auto-elogio ou de superioridade em relação aos demais tratados) com o resultado obtido pelo método que está na praça faz oitenta anos. Tendo em vista a excelência do compêndio, evidentemente que há inúmeros representantes utilizando-o em câmaras e tribunais. Portanto, mais do que necessário é oportuno que se divulgue a superioridade desse trabalho em relação aos outros. O quantitativo não deve ser mencionado de forma genérica, usando-se as expressões já conhecidas, do tipo: “diversos”,”inúmeros”, “vários”, “um sem número”, etc. A sociedade aguarda com muita curiosidade a estatística completa, apresentando os números redondos dos praticantes desse manual em câmaras e tribunais. Afinal, um tratado que é, segundo alguns depoimentos, o “melhor que já apareceu”, deve apresentar excelentes resultados ao longo de oitenta anos de existência. O discurso sobre o tratado é muito pomposo, contem um “ar professoral” e muita soberba na sua divulgação. Dessa forma, os resultados têm obrigatoriamente de indicar certa vantagem em relação às outras obras publicadas. A divulgação do manual adotado pelo CBT Online, jamais, em tempo algum, buscou insinuar tratar-se de um compêndio superior aos demais. Temos sempre nos referido aos aspectos didáticos e a metodologia aplicada com tecnologia de ponta que vem oferecendo aos nossos estudantes um bom rendimento e um desempenho satisfatório no aprendizado, por meio de softwares e outros recursos de multimídia. Por outro lado, todos os internautas conhecem a nossa posição em relação aos índices de aprovação em concursos públicos, divulgados com foros de extremo sensacionalismo por alguns cursinhos preparatórios. Na verdade, o estudioso não está preocupado com os resultados obtidos em certames. Não foi com essa idéia que lançou as suas obras. Portanto, estamos à vontade, assim como toda a sociedade, para receber as informações de manuais que embasados em “depoimentos e testemunhos virtuais“ declaram-se melhores que os outros. Quem tem a obrigação de comprovar tal assertiva, com números e fatos verídicos, obviamente são os sujeitos que estão propalando tais feitos. Os demais autores de métodos brasileiros não podem ser obrigados a confirmar ou não a excelência de um manual ou sair por aí para constatar ser verdadeira essa superioridade. “Ao contrário, a apresentação de fatos concretos parte de quem está propalando essas vantagens”. Em outras palavras, não faz o menor sentido que a sociedade seja obrigada a buscar a veracidade dos casos relatados de sucesso e divulgados por essas pessoas, invertendo-se o ônus da prova. Torna-se necessário que a comprovação seja feita de forma transparente e que os dados divulgados possam ser checados pela sociedade. A não-especificação de números em relação ao trabalho que está sendo difundido retira totalmente a credibilidade do discurso proferido. Não basta dizer de maneira simplória que “possuo inúmeros estudantes trabalhando em câmaras e tribunais”. Aquela história do: “são tantos que já perdi a conta”.  Assim é muito fácil! Sendo assim, para quem gosta de fazer o cotejamento entre coisas que a nosso juízo não pode ser comparadas, isso é muito importante. De forma contundente, ratificamos que para nós tal medida é totalmente irrelevante. Não conferimos nenhuma importância a essa questão. Porém, não podemos aceitar candidamente que alguns sujeitos se aproveitem desse discurso para fazer proselitismo barato e confundir a cabeça de iniciantes, leigos, desavisados e incautos. É nossa obrigação exigir de forma peremptória que esses elementos se posicionem e coloquem de forma clara para sociedade os resultados auferidos, apresentando casos concretos de sucesso obtido com seus tratados. Evidentemente que e-mails de estudantes relatando “isso e aquilo”, informando que estão fazendo o uso do método são irrelevantes e descartáveis. Poderíamos encher mais de trinta páginas com e-mails de estudantes que estão utilizando algum tipo de produto adquirido ao longo dos quase seis anos de nossa existência. Esse tipo de propaganda é altamente ridicularizado em todo o mundo. E por esse motivo não a fazemos. Seria nivelar o nosso trabalho por baixo, fazendo-o parecer com a propaganda do “Grill milagroso de George Foreman”.

 

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