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“Oitenta anos em cinco”

 

 

Por TecnoLógos

 

 

 

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O “Plano de Metas” do memorável presidente Juscelino Kubitschek cunhou um slogan muito conhecido pelos brasileiros: “Cinqüenta anos em cinco”. O nosso parceiro, professor Rogério Mascarenhas, encontra-se extremamente satisfeito pela comparação que estão fazendo na net com o seu tratado, prova inconteste que o sucesso é absoluto, senão vejamos: estão comparando outro método com 80 (oitenta) anos de divulgação com o manual do professor com menos de 05 (cinco) anos de vida. Ou seja, “Oitenta anos em cinco”. O professor sente-se envaidecido pela confrontação. Até desafios estão sendo lançados! Ora, se um método beirando a um século de existência não fosse aquele que mais executores e praticantes contivesse, seria uma derrocada impressionante. No entanto, o discurso falacioso escamoteia mais uma vez a realidade dos fatos. Que tal um cotejamento entre um método com 80 anos de existência e outro com 75 anos de estrada? Por que essa comparação não é feita? Por que esse desafio não é lançado na net? Por que será, meus amigos e amigas internautas? Obviamente que o método com 75 anos de existência é divulgado por alguém pertencente às hostes servilistas, oriundo da área serviçal pública. Daí que a confrontação não é muito interessante de ser feita. Poderia “ferir os brios” de tal divulgador e deixá-lo de “saia justa”. Como explicar para sociedade que o sujeito difunde um método com quase o mesmo tempo do outro e não possui resultado algum? Comparar 80 com 05 é uma glória monumental. Oxalá, esses articulistas emergentes, com uma verve literária e intelectual, que daria inveja ao saudoso cronista Rubem Braga, possam continuar fazendo essa confrontação estupenda do trabalho do professor Rogério Mascarenhas. Qualquer tipo de propaganda gratuita será bem-vinda, ainda mais em se tratando de personalidades que “falam em nome de todos os taquígrafos brasileiros”. Uma “honra etílica” para o nosso trabalho. Estamos vivendo momentos inesquecíveis. A obra do nosso parceiro, com menos de cinco anos e apenas uma única edição publicada, ser comparada a outra, que dispõe, segundo dados da Fundação Biblioteca Nacional, nada menos que 32 (trinta e duas) reedições ao largo de 80 anos, sinceramente, é de deixar qualquer um inebriado com o confronto. Sugerimos aos “aprendizes de feiticeiro” que analisem bem o que escrevem, pois se um espaço foi criado para enaltecer o professor Rogério Mascarenhas, ficaremos com muito ciúme, uma vez que a Equipe do CBT é a grande responsável por essa difusão. Contudo, não ficaríamos nem um pouco chateados com esse fabuloso cotejamento (risos). Não é todo dia que um representante, que fala em nome de toda a classe de taquígrafos”, faz um elogio público ao manual do nosso parceiro. Esse tipo de cotejamento nos faz tão lisonjeados que vamos abrir um espaço exclusivo para reescrever sempre as “oportunas e esclarecedoras opiniões balizadas” por essas “verdadeiras autoridades na área taquigráfica”. A taquigrafia brasileira “deve muito” a esses “estudiosos e pensadores”. Com “diversos tratados publicados, inúmeros artigos e uma contribuição robusta para a expansão da técnica no País”, seremos brindados com a fala dessa chamada “crítica especializada” e muito aprenderemos com eles, talvez a confeccionar as consagradas “apostilas aperfeiçoadas”. A preocupação com o manual idealizado pelo nosso parceiro professor Rogério Mascarenhas é tão grande que os “venerandos colunistas de plantão” estão batendo cabeça. O compêndio do professor sequer chegou às bancas de jornal do DF e às principais livrarias do País e já está sendo alvo de “observações fundamentadas”. Seriam os nobres representantes da “turma da naftalina” também futurólogos? A neotaquigrafia representada pela tecnoGrafia é uma realidade irrefutável, remetendo a taquigrafia ao universo da paleotaquigrafia dentro de alguns meses. Não estamos conjeturando e sim afirmando! E o contraponto ao software produzido pela Equipe de analistas e desenvolvedores do CBT será um dos maiores constrangimentos já vivenciados na net. Prezados internautas! Fazemos um apelo de público, para que selecionem e compilem em um arquivo todos os comentários e manifestações a respeito da tecnoGrafia. Já estamos fazendo isso! No entanto, será impossível reunir tudo o que for escrito sobre o nosso trabalho. Dessa forma, contamos com a ajuda dos quase 40.000 (quarenta) mil internautas que nos visitam todo o mês, para que enviem e-mails a respeito dos comentários sobre a tecnoGrafia. O CBT pretende colocar em sua página, ao término dessa falação, todas as observações referentes ao novo manual do professor Rogério Mascarenhas (com uma tiragem espetacular de dez mil exemplares) que será, muito em breve, colocado no mercado. Faremos um painel ilustrativo a respeito das críticas e as confrontaremos com a realidade do mais novo tratado publicado no Brasil e no mundo. Sendo assim, toda e qualquer citação ao manual do professor será importante e extremamente útil. A contribuição dos “articulistas especializados” será fundamental para o sucesso da nossa difusão. Tomara que essa discussão seja amplificada e que possamos fazer o confronto, tão logo o compêndio seja colocado à disposição da sociedade. Agora, fazer juízo de valor sobre uma obra que sequer chegou às mãos dos praticantes é, sem dúvida alguma, um exercício esdrúxulo de vidência ou de tremenda canalhice.  

 

Juscelino Kubitschek de Oliveira

Presidente do Brasil (1956-1961), Kubitschek foi um dos mais importantes políticos brasileiros. Juscelino inaugurou um estilo de atuação inteiramente novo e caracterizou-se por construir em torno de si uma aura de simpatia e confiança.

 

Sua Vida

Juscelino Kubitschek de Oliveira nasceu em 12 setembro de 1902 em Diamantina, Minas Gerais. Era filho de um caixeiro-viajante e de uma professora primária, Júlia Kubitschek. Com apenas três anos de idade, Juscelino ficou órfão de pai e foi criado por sua mãe. Espírito inquieto e sonhador, seus  primeiros anos de vida foram marcados de um lado por uma infância profundamente pobre e de outro pelos signos da modernidade e pelo desejo de progresso que via em sua volta. Em 1920, após completar seus estudos no Seminário Diocesano, Juscelino foi para Belo Horizonte, onde se empregou como telegrafista. Em 1922 ingressa na Faculdade de Medicina de Minas Gerais, de onde se forma em 1927. Em 1930, parte para a Europa, especializa-se em urologia na França, e faz um estágio em Berlim.

 

De volta ao Brasil, em 1931, ingressa na Polícia Militar de Minas Gerais, onde alcança o posto de Coronel-médico e faz amizade com o político e futuro governador Benedito Valadares. No mesmo ano casa-se com D. Sarah Luiza Gomes de Lemos. Participa da Revolução Constitucionalista de 1932 em defesa do governo constituído, como capitão-médico da Força Pública. Sua vida sofre uma grande mudança em 1933 quando Valadares é nomeado interventor federal em Minas Gerais e nomeia o amigo como seu chefe de gabinete. Inteligente e culto, Juscelino inicia sua vida política na Chefia de Gabinete do Governador Benedito Valadares.

 

No ano de 1934 Juscelino é eleito deputado federal, exercendo o mandato até o fechamento do Congresso Nacional em virtude do golpe do Estado Novo. Com a perda do mandato, Juscelino retorna à medicina, mas não por muito tempo. É nomeado prefeito de Belo Horizonte (1940-1945)  pelo governador Benedito Valadares e realiza obras de remodelação da capital . Em 1946, é eleito deputado constituinte pelo Partido Social Democrático (PSD) e, em 1950,  governador de Minas Gerais. Durante seu governo, implantou um sistema de metas, com objetivos a serem alcançados através do slogan "Energia e Transporte".

 

Durante seu mandato, JK se afirma como um grande administrador e um político sagaz . O êxito de sua administração repercute em todos os recantos do País. JK percebe, então, que havia chegado o momento de lançar-se candidato à Presidência da República, com o apoio do Partido Social Democrático (PSD) e do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). No dia 4 de abril de 1955, JK dá inicio à sua campanha presidencial pela coligação PSD-PTB, em Jataí, Goiás, onde promete construir Brasília. Como candidato, apresenta um discurso desenvolvimentista, cujo lema era “cinqüenta anos em cinco” e um audacioso "Programa de Metas", cumprido integralmente.

 

 

JK foi eleito com 36% dos votos. A oposição derrotada tentou  impedir sua posse com a alegação que não havia sido obtida a maioria absoluta (50% mais um). No entanto, o general Henrique Teixeira Lott garante a posse de JK e de seu vice, João Goulart.

 

JK assume a Presidência da República em 31 de janeiro de 1956. Sua administração foi marcada por um cunho modernizador e desenvolvimentista. Seu governo inaugura uma era pós-Getúlio Vargas, conseguindo criar uma imagem positiva de mudança, com o surgimento de músicas e modas de bossa-nova.

 

A partir de 1956, JK implantou seu novo programa de metas, apoiado pelo slogan "Cinqüenta anos em cinco". O Plano Nacional de Desenvolvimento, conhecido como "Plano de Metas", abrangia vários setores, tais como energia, transporte, alimentação, educação, implantação de indústria automobilística, além de outros incentivos à industrialização. O Plano estimulou o crescimento e a diversificação da economia.

 

O governo passou a investir na indústria de base, na agricultura, nos transportes e no fornecimento de energia. Com seu lema “50 anos em 5” instalou, através do planejamento dirigido estatal, empresas nas áreas automobilísticas, eletrodomésticas e siderúrgicas. No campo da infra-estrutura, JK concretizou as hidrelétricas de Furnas e Três Marias. Como resultado, a produção industrial aumentou em 80% e no final do seu mandato como Presidente, o Brasil apresentava pela primeira vez um PIB industrial maior do que o PIB agrícola. Em seu período presidencial, o País todo conheceu um grande desenvolvimento econômico, marcado pela estabilidade política.

 

 

Vista aérea de Brasília

 

JK era sonhador e realizador. Ousava fazer e sabia fazer. Executou o antigo projeto de mudança da capital  e conseguiu que, em apenas 42 meses, fosse construída Brasília – a nova capital do Brasil. Inaugurada em 21 de abril de 1960,  Brasília é considerada hoje uma das mais relevantes obras da arquitetura e do urbanismo contemporâneos. No âmbito internacional, JK criou a Operação Pan-americana, cuja  meta era o combate ao subdesenvolvimento da Améric a Latina.

 

Outros importantes empreendimentos realizados durante o governo de JK foram as construções das rodovias Belém-Brasília e Brasília-Acre, rompendo o isolamento histórico do Centro-Oeste e do Norte do País. Foi criada a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e houve expansão da indústria naval.     

Todas essas iniciativas aumentaram consideravelmente a prosperidade econômica do País. No entanto, deixaram um legado de inflação e dívida pública.

 

JK chegou ao fim do governo consagrado pelo povo. Sucedido, em 1961, por Jânio Quadros, JK foi eleito senador pelo estado de Goiás. No entanto, ao eclodir o Movimento Militar de 1964 que derrubou o governo, JK teve seus direitos políticos cassados em junho desse mesmo ano, e partiu para o exílio no dia 14 de junho de 1964. Viveu em Nova Iorque e Paris até  regressar ao Brasil em 1967, onde se voltou para a iniciativa privada e para a vida literária. Publicou: Meu Caminho para Brasília, livro de memórias em cinco volumes. Membro da Academia Mineira de Letras, ele foi candidato à Academia Brasileira de Letras, mas foi derrotado pelo escritor Bernardo Ellis.

 

Faleceu  em 1976, em um trágico acidente automobilístico na via Dutra, perto da cidade de Resende, no estado do Rio de Janeiro.

 

Fonte: site 10 em tudo  

 

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