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O destino da taquigrafia frente ao avanço
tecnológico
“O surgimento da
neotaquigrafia”
Por TecnoLógos
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Caros internautas! É verossímil, equilibrado, racional ou
coerente ficar propagando por aí que a taquigrafia e
insubstituível ou passível de se considerar perene? Claro
que não! Obviamente que a tecnologia avançada substituirá
os padrões artesanais apresentados pela taquigrafia nos
moldes hoje existentes. No entanto, os sinais
taquigráficos e a sua correspondência fonética não serão
atingidos. Haverá uma simbiose de tal maneira que estaremos
convivendo com a taquigrafia ou tecnoGrafia (neotaquigrafia),
por longos anos ainda. Parece contraditório ou paradoxal,
não é mesmo? Mas, não é! Acontece que muito provavelmente a
mudança se dará na forma de se utilizar a taquigrafia,
não nos sinais taquigráficos. Ou seja, novos paradigmas
serão incorporados aos atuais sistemas taquigráficos. Haverá
uma profunda inserção de novas tecnologias na área.
Evidentemente que isso não será feito agora e possivelmente
estaremos utilizando o modelo atual por vários anos ainda.
Pesquisas realizadas em todo mundo avançaram muito pouco no
que concerne ao reconhecimento de voz, um exemplo claro é o
vexame do Vista de Bill Gates nessa direção. Outras
alternativas estão sendo testadas com resultados pífios. O
próprio reconhecimento de caracteres da escrita usual é
ainda muito complexo, apesar dos investimentos maciços ao
longo de décadas para se atingir a pretendida marca de 100%
na conversão. Portanto, cabe ressaltar que o discurso
inteligente não é o de considerar a taquigrafia como uma
atividade eterna na forma como hoje se vislumbra, mas sim se
conscientizar que alterações significativas virão sem
dúvida. Não se trata de falar-se em extinção pura e
simplesmente, mas de uma nova concepção na utilização dos
sinais taquigráficos. Esse será o grande desafio a ser
enfrentado pela taquigrafia moderna, que estamos chamando de
tecnoGrafia ou de neotaquigrafia, ou seja, a simbiose
da tecnologia de ponta com a grafia. Essas duas naturezas
encontrarão um ponto de fusão e se convergirão num único
processo. Não haverá mais esse distanciamento que existe há
décadas na área taquigráfica. Sendo assim, não teremos mais
dois procedimentos separados. A tecnoGrafia caminhará
“pari passu” com a tecnologia avançada, pois
dependerá dela para sobreviver. Torna-se impossível conceber
que a neotaquigrafia subsistiria sem recursos
tecnológicos avançados. Dessa forma, como
observadores privilegiados e especialistas na matéria,
cabe-nos informar a sociedade com bastante discernimento o
que de fato acontecerá. Falações ridículas verificadas na
net, dando conta de uma suposta perenidade dos modelos hoje
existentes na área taquigráfica, são proferidas por pessoas
que estão completamente desinformadas e extremamente
dissociadas do mundo tecnológico. Essa “visão romântica” da
taquigrafia não se sustenta e por sinal é muito prejudicial
ao futuro de tão importante ferramenta. Na verdade, essa
defesa estúpida da “taquigrafia do lápis e papel” não
acrescenta absolutamente em nada para a sua expansão no seio
da sociedade. A cada afirmação idiota dessa, mais o cidadão
se afasta da taquigrafia. O mundo é da modernidade. Não há
como fugir disso. A sustentação piegas da taquigrafia como o
“último bastião da pré-história” que jamais será superado é
algo estapafúrdio, colocando todos os envolvidos na área com
um guizo no pescoço e tratados de forma pejorativa pelos
demais representantes de outras áreas do conhecimento
humano.
Valorize o livro didático e diga não ao uso de apostilas!
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