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O significado do contexto em métodos
taquigráficos
Por TecnoLógos
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Pessoal,
temos observado por aí uma discussão pueril a
respeito da importância do contexto em alguns métodos de
taquigrafia, em especial aqueles com forte influência da
escola francesa, tais como Oscar Leite Alves, Paulo
Gonçalves e Rogério Mascarenhas. Ora, não se faz necessário
ser um estudioso da matéria para deduzir que o dilema da
escrita abreviada sempre foi o de optar por dois caminhos:
privilegiar o registro mais rápido em detrimento a leitura
dos sinais ou realizar o registro de forma mais lenta com o
objetivo de não prejudicar a leitura e facilitar a
transcrição. O objetivo da taquigrafia é escrever rápido. De
forma que ao dar muita importância ao registro quase
integral das palavras em taquigrafia evidentemente que o
nível de velocidade será muito menor. Ora, se o praticante
tiver que registrar todos os sinais pensando na leitura, aí
não é mais taquigrafia é utilizar a escrita comum de forma
rápida, o que convenhamos é totalmente diferente. Ainda
está para nascer um método milagroso que una esses dois
paradoxos, ou seja, que o praticante tenha capacidade de
realizar um registro extremamente veloz sem prejudicar a
leitura. Até hoje isso não foi apresentado com resultados
concretos. Discurso é que não falta. Temos iniciativas dos
dois lados. Métodos que apresentam uma excelente performance
de leitura e transcrição, por outro lado gastam muito tempo
para se automatizar os sinais, fator que leva a desmotivação
do iniciante e conseqüentemente ao abandono prematuro do
estudo. Já os que levam em conta o contexto, têm por
característica a fácil assimilação do alfabeto básico e a
possibilidade do registro mais veloz, evidentemente, por
conter uma série de regras que eliminam aspectos altamente
supérfluos da língua portuguesa. Fazer apologia a um método
que se registra tudo com facilidade, sendo a leitura quase
que integral, sem o apoio do contexto, é simplesmente
espetacular. No entanto é bom que se diga, não existe tal
método no Brasil. Não há mínima possibilidade de se
atingir altas velocidades grafando-se por inteiro todos os
taquigramas, sem levar um tempo considerável para
automatizar tais sinais. Isso é totalmente impossível!
Portanto, temos o seguinte dilema: alfabeto básico rápido
para se aprender e a ajuda do contexto na leitura ou
alfabeto básico extenso, bem demorado para assimilação e,
portanto, prejudicial ao registro mais rápido dos sinais.
Dessa forma, a equação perfeita e harmoniosa,
representando uma verdadeira revolução de métodos de
taquigrafia no mundo, seria: aprendizado do alfabeto básico
em poucos dias, registro muito veloz da fala e posterior
leitura e transcrição sem o apoio do contexto. Até o
momento não há na literatura especializada em todo o mundo
algo que tenha chegado a essa magnitude. Obviamente que
sempre teremos os defensores da leitura integral criticando
o que chamam de “decifração” ou “adivinhação” ocasionada
pela interpretação de alguns sinais pelo contexto. Porém,
esses apoiadores da leitura integral não devem esquecer que
estamos falando de taquigrafia, onde o objetivo é
escrever rápido. Métodos que se apóiam naquele axioma,
em geral, não conseguem ultrapassar 80 (oitenta) palavras
por minuto num período curto de aprendizagem e para
atingirem velocidades superiores a essa, o praticante deverá
realizar um treinamento muito longo. Não há no
Brasil, ainda, um método capaz de reunir a “equação do
sucesso” acima referida.
Valorize o livro didático e diga não ao uso de apostilas!
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