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A absurda exclusão na área taquigráfica

 

 

Por TecnoLógos

 

 

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O desperdício de mão-de-obra qualificada na taquigrafia é realmente impressionante. As centenas de pessoas, que de alguma forma já se interessaram em participar de um certame público e não foram bem sucedidas é inacreditável. O que fazer com esse exército de frustrados? Essas pessoas que empreenderam um tempo precioso e gastaram dinheiro participando de cursinhos preparatórios perceberam que nada foi proveitoso. Essa gente toda está no limbo. Não faz parte do mercado de trabalho. Não participa de nada no universo taquigráfico, pois ficaram de fora do quinhão. Não foram os donatários escolhidos e, portanto, estão excluídos de forma absurda pelo processo vigente. O sistema de castas estabelecido para a taquigrafia é abominável. O setor privado, que deveria ser chamado a absorver essa mão-de-obra qualificada e importante para compor seus quadros, não sabe o que é taquigrafia. Desconhecem solenemente o que faz o praticante de taquigrafia. A esse setor, nunca foram apresentados, sequer consultados se poderiam receber, de braços abertos, tão valiosa mão-de-obra para suas empresas. O que foi feito nesse sentido? Nada, absolutamente, nada. O discurso falacioso de vitórias no servilismo, durante anos a fio, que produziu de 1988 até hoje, minguadas, ridículas, inexpressivas e humilhantes 300 (trezentas) vagas abertas em vinte anos de concurso, acabaram por produzir essa incoerência e ignomínia. Esse distanciamento com o setor privado não favoreceu em nada o praticante da taquigrafia. Tivesse sido esse setor estimulado, instado a investir nessa mão-de-obra, estaríamos hoje com uma vasta e pujante cadeia produtiva na área taquigráfica. Não dependeria em nada do servilismo para sobreviver. Infelizmente, estamos presenciando os últimos concursos de taquigrafia no setor público. Pois bem, sem o aproveitamento desse pessoal nas pequenas, médias e grandes empresas brasileiras, com a extinção do cargo batendo a porta, o que fazer? Essa pergunta a sociedade deve se dirigir aos propagandistas que divulgaram a taquigrafia atrelada a santa trindade: Senado, câmaras e tribunais. Agora vão rezar em que terço?  No da incompetência, da total inépcia, da falta de visão, da soberba, do corporativismo esquizofrênico, da vaidade desvairada, do marketing centrado em personalidades e não na técnica e, principalmente da subserviência exacerbada que envergonha a todos. A domesticação explícita nos deixa encabulado, ridicularizando todos aqueles que pertencem ao universo taquigráfico.  

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