|
“O dogma desnudado”
Por TecnoLógos
|
|
|
 |
|
|
|
|
Pessoal! Em artigos anteriores já falávamos da nossa relutância em apresentar
para a sociedade o que de fato existe no discurso do pseudo-sucesso do
servilismo na área taquigráfica. Por vários motivos, especialmente visando
resguardar a saudável divulgação da técnica, durante mais de seis anos, nos
declinamos em demonstrar de forma irrefutável e inquestionável a
falaciosa afirmação de que área taquigráfica sobrevive à custa de câmaras e
tribunais. E que de certa forma tudo que gravita em sua órbita é de lá extraída.
Não resta a menor dúvida de que uma mentira contada durante anos e anos, passou
a ser uma verdade absoluta. Com essa informação equivocada criou-se no seio da
sociedade um dogma, uma percepção quase inatingível que a área serviçal
pública compreende tudo o que diz respeito a uma singela técnica de
escrita rápida, utilizada há pelo menos 1500 anos. O “discurso dogmático
de endeusamento do servilismo” foi tão gigantesco que os ecos e a repercussão
dessa fala levaram, quase a unanimidade, a idéia grotesca que a taquigrafia só
presta para ser usada em câmaras e tribunais. Acontece que diferentemente desse
discurso, feito com muita ênfase, a realidade é outra e esbarra nos
números apresentados pela área serviçal pública nos últimos vinte anos.
São, aproximadamente, 300 (trezentas) vagas abertas de 1988 até os últimos
certames publicados. Ora, esse quantitativo não permite que alguns sujeitos
queiram continuar com tamanha farsa. Dessa forma, é chegado o momento da
sociedade brasileira, principalmente o cidadão comum que deseja aprender uma
singela técnica de escrita veloz, obter respostas convincentes aos desvarios
cometidos por algumas pessoas em relação à difusão errada da taquigrafia. Em que
pese à técnica ser utilizada nesse setor, jamais poderia ter sido propagandeado
da maneira como foi realizada. O aprendizado básico da ferramenta é extremamente
simples e deve e precisa estar ao alcance de todos os cidadãos. A taquigrafia
foi pensada como sendo a substituta da escrita comum ou usual, considerada
desgastante e morosa, não ultrapassando a marca medíocre de 30 palavras por
minuto. Esse sempre foi o objetivo precípuo da taquigrafia. Sendo assim,
a partir desse aprendizado básico o interessado estaria apto a desenvolver
qualquer tipo de linguagem que fosse do seu interesse. Portanto, teríamos um
universo de possibilidades tão amplo, que todos sairiam ganhando, principalmente
o cidadão comum. Ao atrelar o aprendizado básico de uma simples técnica a uma ou
duas linguagens muito específicas e altamente direcionadas ao mundo elitista e
burguês da disputa e da competitividade exacerbada em certames públicos, diga-se
de passagem, escassos, mal elaborados e com regras esdrúxulas, reduzimos
drasticamente o uso de sua praticidade. Daí que com essa visão egoísta,
egocêntrica e esquizofrênica, a área passou a ser um reduto fechado, uma redoma,
uma confraria, uma seita e uma casta formada, nos últimos vinte anos,
pasmem, por 300 (trezentas) pessoas, por meio de vagas abertas para o
setor público, que teoricamente teriam tomado posse e assumido o
cargo em câmaras e tribunais. Uma pesquisa mais detalhada pode revelar de
forma constrangedora, humilhante e arrasadora para a taquigrafia que talvez
nem esse número tenha sido absorvido na área serviçal pública. Então, o
que fazer com o “discurso vitorioso” dos certames públicos? Essa resposta
tem de ser dada pela sociedade, que é soberana para julgar os descaminhos que
levaram uma cândida técnica ao ostracismo e a sua possível extinção dentro de
alguns meses. Enganam-se quem achar que a afirmação tem um viés terrorista ou
está centrada na crítica pela crítica. Nada nos interessa mais do que ver a
taquigrafia pujante e apresentando números saudáveis e vigorosos. Não
vivemos “da” taquigrafia e sim “para” a taquigrafia. Daí que nada nos entristece
mais do que abordamos esse tema. No entanto, é de nossa obrigação mostrar a
sociedade que o discurso da “taquigrafia de resultados” não somente foi danoso e
irresponsável ao largo de décadas como trouxe algumas aberrações em seu bojo,
como a aparição de caricaturas, de mostrengos, de representantes “disso e
daquilo”, de “autoridades”, de “referências” e de sujeitos que surfaram o tempo
todo na onda de uma técnica com mais de 1500 anos de existência. Essa
percepção não é nossa, não é subjetiva, é pública e notória. Com a vinculação da
taquigrafia ao setor público, inúmeras injustiças foram cometidas, e
dentre as quais, o preconceito odioso aos professores que não fazem parte do
servilismo. Essa discriminação não somos nós que estamos escrevendo, está
demonstrada claramente em alguns sites na net. É divulgado e recomendado
em letras garrafais, para qualquer um ler, que um professor de
“taquigrafia de verdade” é o sujeito oriundo das hostes burocráticas ou do
servilismo, “concursado e habilitado nos dificílimos certames da área” (devem
estar se referido as provas objetivas). Chegam ao cúmulo do absurdo em
difundir que o sujeito aposentado ou inativo pertencente à área serviçal
pública nem poderia dar aulas de taquigrafia, pois já teria perdido o
ritmo da atividade taquigráfica. Repetimos: estamos transcrevendo o que
está colocado publicamente na net em alguns sites. Quanto a isso
não é do nosso conhecimento que alguma polêmica fora levantada. Ao contrário,
essa citação odiosa e preconceituosa se evapora e perde lugar para as celeumas
provocadas em torno de alguns autores e seus métodos legítimos de taquigrafia,
da análise ridícula que fazem de sinais e regras empregadas nesses tratados.
Essas sim são a grande vitrine por aí, a diversão e a brincadeira preferida de
inúmeros “especialistas”. Sobre isso, não há um sujeito que aprendeu
taquigrafia em alguns meses, em geral por meio de “apostilas aperfeiçoadas”,
que não se assanha em ser um “crítico qualificado”, um “estudioso”, um
“entendedor privilegiado” da matéria, capaz de dar inveja a um Pitman,
por exemplo. Fala-se besteira o tempo todo pelos cotovelos. Discorrem sobre o
manual dos outros com uma “propriedade” e um “conhecimento profundo”, de deixar
o “pai da taquigrafia francesa” Conen de Prepéan e seus seguidores
imediatos, Aimé Paris e M. Jules Meysmans se “remexendo no túmulo” ou em
algum lugar no universo. Daí que esse é o foco principal, é o tema delicioso ou
quase orgástico de ser explorado. É o assunto preferido dos representantes da
“taquigrafia de resultados”, ou seja, falar mal da obra dos outros ou
ficar se gabando dos seus pseudo-resultados. As mazelas e os graves problemas
enfrentados pela taquigrafia, com a extinção batendo a porta, são
relegados, omitidos ou guardados, num “cofrinho” a sete chaves, o “segredinho de
polichinelo”. Não interessa discutir esse assunto no âmago da sociedade. O
enfoque centrado na crítica de autores e métodos de taquigrafia é o esporte
preferido praticado por essa turma. No entanto, “esquecem” de falar sobre os
descaminhos da taquigrafia no setor público, que atinge níveis absurdos. São
tantos os problemas, que dificilmente conseguiríamos listar aqui. Vamos fazê-lo
a cada artigo, apontando de forma objetiva e irrefutável, cabendo aos
representantes da chamada “taquigrafia de resultados” explicarem a sociedade o
porquê de não se abordar temas espinhosos e controvertidos da área serviçal
pública, como o uso indiscriminado da degravação de fitas K7, CDs ou direto
no PC com o auxílio do fone, do transcriber (gravador com fone
e pedal) ou outros equipamentos e softwares mais modernos,
sem o registro taquigráfico em plenário,
utilizando-se a transcrição por meio da digitação desenfreada e outras coisas
mais. Essa suposta fraude funcional ou esse estelionato profissional são
escamoteados ou varridos dos editoriais, dos comentários e das “lições de
história da taquigrafia”, pois o foco principal é “meter o pau” em alguns
autores e métodos de taquigrafia ou ficar fazendo comparações estapafúrdias
baseadas em “estatísticas mambembes” de supostas vitórias no servilismo. Aí a
verve literária aparece rapidamente. São tantas falações que perdemos a conta.
Aborda-se com “extrema sapiência” tudo o que diz respeito aos outros ou ao
trabalho alheio, assim como o “proselitismo barato e o endeusamento de certames
públicos” que abundam nas intervenções dessa gente. Portanto, de agora em diante
ou se muda o discurso, apresentando para a sociedade,
com bastante humildade, os resultados verídicos da taquigrafia no
setor público ou rebateremos de maneira implacável, todos os dias,
a versão inverossímil que tudo está um “céu de brigadeiro” em relação à
chamada “taquigrafia de resultados”, explorada com foros de extremo
sensacionalismo por alguns sujeitos na net.
LINK
RELACIONADO
Conheça
o pensamento do professor Oscar Leite Alves
Valorize o livro didático e diga não ao uso de apostilas!
ATENÇÃO!
O conteúdo dos artigos é de responsabilidade
do autor e expressa sua visão sobre assuntos atuais. Os
textos podem ser reproduzidos em qualquer tipo de mídia
desde que sejam citados os créditos do autor.
Edições ou alterações só podem ser feitas com autorização do
colunista.
|