Por Lógos
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Amigos e amigas internautas são de estarrecer os argumentos
em prol da anulação de concursos de taquigrafia, em especial
na famigerada “prova prática”, que de “prática” só o
vocábulo. Aliás, qual o motivo ainda de se fazer “prova
prática de taquigrafia”? A chamada “prova prática de
taquigrafia” não espelha de forma alguma,
absolutamente alguma, o que um praticante vai realizar
no seu dia-a-dia. Pensada numa época obscura e sem nenhuma
transparência, o sistema atual da “prova prática de
taquigrafia” é UM FRACASSO MONUMENTAL. Não seleciona
os melhores candidatos e ainda promove uma mixórdia total
aos gestores e organizadores de concursos. Em geral favorece
aquele que possui mais dinheiro para pagar bons advogados e
ficar questionando o concurso “ad eternum”. SOMOS
A FAVOR DA ELIMINAÇÃO DA PROVA PRÁTICA DE TAQUIGRAFIA NOS
MOLDES HOJE APRESENTADOS. O trabalho de um taquígrafo é
captar a palavra numa sessão plenária qualquer.
Evidentemente que os atores que estão no recinto não ficarão
de boca fechada para o “doutor taquígrafo” registrar o que
estão falando. Seria o caso de pedir aos nobres
parlamentares para evitarem as conversas paralelas, pois
estariam atrapalhando a concentração do taquígrafo. Ora,
quem já não teve a oportunidade de acompanhar uma CPI? São
telefones celulares tocando de minuto em minuto, além das
impertinentes conversas no fundo da sala por repórteres e
jornalistas o tempo todo. E por acaso o trabalho da
taquigrafia deixa de ser feito? O taquígrafo deveria
treinar velocidade num shopping center para adquirir
concentração e mostrar frieza e capacidade emocional para
acompanhar debates e falas mais complexas. Daí que não faz o
menor sentido falar que um toque de celular,
hipoteticamente, poderia prejudicar todo o desempenho de um
taquígrafo. Está na hora de mudanças profundas nos
concursos para taquigrafia. Uma delas seria abolir com a
prova prática nos padrões atuais. As sugestões que fazemos é
que o candidato aprovado nas provas objetivas participasse
de um CURSO DE FORMAÇÃO, nos moldes da ESAF e outros.
Ele faria apanhamentos in loco nas sessões plenárias
e os melhores seriam efetivados. Essa é a melhor
maneira de se contratar bons executores. O sistema atual
ESTÁ FALIDO E NÃO CONTRATA OS MELHORES PRATICANTES. É um
festival de decoreba de convenções e clichês. Com essa
medida simples acabaríamos com o “choro dos incompetentes” e
com as supostas polêmicas que todo concurso para taquigrafia
apresenta. Uma solução simples, eficiente e que traria
enormes benefícios para as entidades que lidam com a
taquigrafia. Estariam contratando pessoas que realmente
sabem taquigrafar. Outra conseqüência imediata seria a
reforma total na maneira de se preparar o futuro taquígrafo.
Os cursinhos seriam obrigados a desenvolver um treinamento
total e voltado para o profissionalismo. Nada de decoreba de
“cem mil” convenções e outras bobagens. Teriam que trabalhar
de forma diferente, dando um enfoque mais realista do
cotidiano desse prestador de serviços. Hoje a hilária
prova prática não tem nada de prática. O taquígrafo não
taquigrafa numa redoma de vidro. Ele está sujeito ao som
ambiente e deve saber ser concentrar apenas na fala do
orador. Essa é a realidade. É isso que ele vai enfrentar. É
por isso que raramente um executor do setor público consegue
taquigrafar na área privada. Esperamos que o setor público
venha a repensar a forma de recrutamento desse técnico que
está a merecer reformas profundas e urgentes!
Valorize o livro didático e diga não ao uso de apostilas!
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