A prova prática (?) de taquigrafia na
berlinda
Por Lógos
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Internautas, a quem interessa a manutenção desse modelo
ultrapassado e inútil de prova prática (?) de taquigrafia?
Por que o pensamento é preparar o interessado apenas para
passar num concursinho? Por que no certame não se pode ouvir
uma respiração mais forte que já é motivo de anulação de
concursos, de editoriais mambembes, reclamações
estapafúrdias etc? A quem interessa essa pressão monumental
aos organizadores dos concursos da área? Quando os
inocentes úteis organizadores, finalmente, vão enxergar que
o trabalho do taquígrafo é exatamente o registro da fala num
ambiente conturbado e cheio de vozes paralelas? Quando
irão contar para os examinadores que esse negócio de extremo
silêncio nada mais é que UMA TREMENDA FARSA PARA PRIVILEGIAR
ALGUNS GRUPOS QUE TREINAM DESSA FORMA? Quando vamos fazer
concursos públicos de verdade para a taquigrafia? Quando?
Até agora, vimos muita falação, muito discurso, “muita
autoridade na área” e pouca taquigrafia. Um concurso que
pretende contratar alguém para registrar uma fala num
ambiente aberto e que não pode ouvir um zumbido de uma
mosca, realmente, caros amigos e amigas, demonstra um
PARADOXO IMPRESSIONANTE! A pergunta que se faz é a seguinte:
que tipo de taquígrafo o setor público está contratando?
Ora, se a seleção é de ” mentirinha” ou “só para constar”,
por que continuar com essa falácia? Quem está se
beneficiando anos e anos com essa ridícula “prova prática”?
A prova prática de verdade tem de ser feita numa sessão
plenária real, com todos os problemas que o futuro
taquígrafo irá enfrentar. O sistema atual é surrealista e
está completamente falido, atendendo aos interesses de
algumas pessoas. Os critérios não são racionais e nem
inteligentes. Os organizadores de concursos precisam
entender que o futuro taquígrafo não está sendo testado como
devia. Ele não está enfrentando um ambiente hostil e
cheio de percalços, como deverá ser o seu dia-a-dia no
trabalho. Qual o motivo e o que impede essa mudança na prova
prática? Por que o medo de se criar outros critérios para o
ingresso no setor público? A quem interessa ficar
questionando todos os certames públicos em relação à prova
prática (?) atual? Ora, se o critério não está dando certo
ou se apresenta falhas gritantes, vamos criar outros meios
de avaliação. O que não pode acontecer é ficar questionando
todos os certames públicos e “empurrando com a barriga” o
problema. As exigências não satisfazem? Os candidatos estão
reclamando? Então, vamos estudar outras alternativas. Dessa
forma, os inúmeros apelos e românticos editorais exigindo-se
a anulação de provas práticas (?) devem ser substituídos
por uma opção inteligente de exame. O que não é mais
possível aceitar é que na maioria dos concursos há esse
tremendo imbróglio e ninguém apresenta um novo paradigma.
Isso não faz sentido. Ficar reclamando e não mostrar uma
solução viável é fácil. A nossa sugestão seria eliminar com
a prova prática nos padrões hoje propostos. Um CURSO DE
FORMAÇÃO ESPECÍFICA com a aplicação de testes contínuos
durante a sua realização, numa sessão plenária real, seria a
melhor forma de contratar os melhores executores.
Acabaríamos de uma vez por todas com essa frescura de
silêncio absoluto, com o horripilante holocausto chamado de
“confinamento” (coisa para gado e não para gente) e,
principalmente, com a homérica discussão da melhor
velocidade a ser aplicada: 70, 75, 80, 90, 100, 110, 115 ou
120 palavras por minuto? No CURSO DE FORMAÇÃO o candidato
estaria sujeito as mais variadas velocidades e situações.
Os melhores seriam efetivados. Isso é prova prática para
valer. É possível fazer uma avaliação desse nível? Claro! Um
programa bem feito e coordenado pelos próprios gestores da
área seria suficiente para selecionar os melhores. Estão aí
os concursos da ESAF, da Polícia Federal e muitos outros
para comprovar. Não é difícil elaborar-se isso, basta ter
vontade política e coragem para quebrar com mais esse
esdrúxulo paradigma que há décadas é colocado para o
candidato e que não espelha a realidade das tarefas
enfrentadas pelo taquígrafo. Estamos encaminhando esse texto
a todos os organizadores de concursos para a área
taquigráfica para que possam analisar e estudar a
possibilidade de realizarem essas mudanças para os próximos
certames. É preciso encarar o problema de frente, sem
manifestação piegas e sem restrições antecipadas e
preconceituosas em relação às novas propostas. Taquígrafo
de verdade tem de taquigrafar qualquer tipo de fala, em
qualquer velocidade e em qualquer ambiente. Esse modelo
de avaliação utilizado ao longo de décadas totalmente
dissociado da realidade do trabalho do taquígrafo criou uma
verdadeira indústria de potenciais candidatos que se
preparam apenas para aquele “ditadinho”. Ora, precisamos de
profissionais com capacidade de trabalhar sob pressão e que
possua equilíbrio emocional, demonstrando competência e
concentração para lidar com as inúmeras situações que
acontecem numa sessão plenária real. Essa avaliação galgada
em decoreba de clichês e convenções disso e daquilo,
baseadas na estúpida percepção de que um taquígrafo de um
tribunal vai registrar apenas o “juridiquês” não se sustenta
em hipótese alguma. Uma sessão plenária de um tribunal de
justiça, por exemplo, é repleta dos mais variados
assuntos. E o que falar então de câmaras legislativas.
Ora, exigir que um ditado seja feito apenas para um tipo de
linguagem é UM ABSURDO MONUMENTAL. Um taquígrafo tem
de taquigrafar qualquer tipo de fala. A quem interessa esse
direcionamento velado e quem está se beneficiando com essa
situação? São respostas que a sociedade precisa obter.
Inúmeros bons taquígrafos são alijados do processo de
seleção, pois há um treinamento específico para o sujeito
“passar no concurso” e não para taquigrafar uma fala
qualquer em múltiplos ambientes. A PROVA PRÁTICA (?) DE
TAQUIGRAFIA NOS PADRÕES ATUAIS NÃO PASSA DE UMA FICÇÃO!
Valorize o livro didático e diga não ao uso de apostilas!
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