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HIPOCRISIA!
Por TecnoLógos
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Amigos e amigas internautas, não há mais espaço para tamanha
cara-de-pau na área taquigráfica. Recentemente estamos
ouvindo vozes se lançando contra editais, contra
organizadores de concursos e mais especificamente contra os
critérios adotados em alguns certames. Acontece que a
crítica é seletiva e dirigida a um ou outro episódio ou a um
ou outro órgão ou organizador. A Câmara dos Deputados está
com seu concurso em andamento. Por acaso o internauta já leu
alguma crítica em relação aos critérios esdrúxulos e
exóticos adotados pela Câmara? Não, não leu e nem lerá. Esse
pessoal durante décadas divulgou a taquigrafia de forma
equivocada. Elitizou o seu ensino, adotou atitudes
preconceituosas com professores e multiplicadores que não
eram pertencentes ao setor público. Viraram às costas para o
setor privado. Agora, com a realidade estampada para
qualquer um ver, passam a fazer um discurso falacioso e
cheio de hipocrisia. O ÚLTIMO CONCURSO PARA O SENADO
FEDERAL NA ÁREA TAQUIGRÁFICA CONTA COM 15 (QUINZE)
ANOS. Esse é o tempo correto. Na Câmara Federal
depois de anos e anos de expectativa, a área foi
contemplada com apenas 05 (cinco) vagas. Ora, o problema da
área não está com o estudante ou com o organizador do
concurso. É óbvio que não! Há uma deficiência enorme na
preparação de candidatos aos concursos divulgados. A inútil
e ultrapassada prova prática (?) de taquigrafia reflete bem
o nível da preparação no Brasil. Não há escolas, cursos e
nem professores especializados. A taquigrafia foi difundida
de maneira errada. Essa é a realidade. Não aceitar isso é
continuar na “arrognância” (arrogância + ignorância),
destilando uma imensa prepotência, verificada em alguns
sujeitos que insistem em não enxergarem o discurso burlesco
e caricato do “maravilhoso marketing dos concursinhos”. A
extinção bate a porta da taquigrafia de forma violenta e,
lamentavelmente, ainda percebemos a teimosia, a fantasia, o
surrealismo de cantar vitórias no setor público. É
impressionante assistirmos a isso. Vivemos num teatro, numa
arena repleta de atores desorientados e alienados. Como se
existisse essa pujança de oportunidades no setor público.
Foram 300 (trezentas) vagas oferecidas e não totalmente
preenchidas durante vinte anos, ou seja, de 1988 até 2007,
já computados todos os recentes concursos na área
taquigráfica. Não é possível que tenhamos que ficar
lendo tanta falácia, tanta besteira em relação ao setor
público. A sociedade precisa saber que os números reais
são os colocados acima. Contra os fatos não há
argumentos. O setor privado tem obrigatoriamente que entrar
em campo. Já está passando da hora da iniciativa privada
receber de braços abertos esse manancial enorme de
frustrados e excluídos das seleções públicas (?). O discurso
a favor do concurso é muito bonito, muito romântico e nos
faz até chorar, mas acontece que para se fortalecer o
instituto do certame público e esse tipo de ingresso na área
taquigráfica seria necessário estabelecer condições iguais a
todos os cidadãos brasileiros. O concurso é público, no
entanto a preparação é restrita a um ou dois estados
brasileiros. Que igualdade é essa? Isso jamais foi paridade,
ao contrário sempre beneficiou um ente da federação. Um
absurdo total! Não faz sentido algum ficar fazendo
proselitismo barato a respeito do ingresso de meia dúzia de
burgueses na área taquigráfica. O acesso deve e precisa ser
universal. Os certames devem e precisam apresentar conteúdos
proporcionais ao trabalho a ser executado pelo taquígrafo. O
acesso deve e precisa ser abrangente e atender a todos os
cidadãos brasileiros. Por que beneficiar apenas um ente da
federação? É uma disputa igual? Claro que não! Há um
desequilibro enorme no processo de seleção para a área
taquigráfica. O corporativismo nefasto durante anos produziu
monstrengos e fantasmas na área, levando a ferramenta à
asfixia. A insistência em demonstrar um quadro encantador,
colorido, cheio de lantejoulas e confetes para a taquigrafia
é um erro monumental. A sociedade precisa e deve estar
suficientemente esclarecida que o setor público não
ATENDE A EXPECTATIVA E NEM ABSORVE A DEMANDA dos
milhares de praticantes de uma técnica de escrita não-usual.
Há que se abrir um canal urgente com o setor privado. Deve
existir um trabalho bem planejado, uma aproximação com o
setor produtivo, mostrando a importância desse técnico que
não foi absorvido pelo setor público e que pode ingressar
nos quadros de inúmeras empresas nacionais e estrangeiras
sediadas no Brasil. Esse DNA grudado na taquigrafia,
respirando concursos, é fruto de uma percepção arcaica e que
expressa o pensamento existente de algumas pessoas em um
ente da federação. E os outros estados? É preciso entender
que a taquigrafia deve estar presente em todos os estados
brasileiros. Fazer parte da estrutura organizacional de
empresas médias e grandes. Não há mais lugar para ficar
fazendo “festa” porque meia dúzia de candidatos felizardos
passou num desses certames. Isso não é motivo de
congraçamento. De forma alguma. É motivo de preocupação!
Aliás, de muita preocupação e constrangimento. Portanto,
chegou o momento de se arregaçar as mangas e criar
condições reais para os inúmeros praticantes de
taquigrafia no Brasil. A visão deve e precisa ser ampliada.
Os milhares de excluídos de certames públicos mal elaborados
e ultrapassados devem ter outras oportunidades de acesso.
Imaginar que um contingente enorme de estudantes e
praticantes de taquigrafia deve ficar quietinho esperando a
sua vez chegar, durante anos a fio, é um absurdo
inexplicável. Como verdadeiros “miquinhos amestrados” essa
massa tem de se resignar em esperar, esperar, esperar....Até
quando esse discurso estará presente no Brasil? Comece a se
preparar hoje, pois em 2027 o Senado Federal e/ou a
Câmara dos Deputados realizarão um concurso para a área
taquigráfica. Tal propaganda remete todo o nosso
estudantado ao estágio da imbecilidade completa. Não é
possível sustentar tamanha maluquice. O tempo é agora! A
abertura de vagas no setor privado pode e deve melhorar a
situação da área taquigráfica. Dessa forma, é com essa
perspectiva que o nosso alunado deve se preparar e se
conscientizar. A aproximação com o setor de eventos deve e
precisa ser feita. Programas de estágio e convênios com essa
área devem ser realizados. O nosso praticante deve e precisa
ter outras oportunidades. A PROPAGANDA CENTRADA EM
CONCURSOS QUE SÃO REALIZADOS DE VINTE EM VINTE ANOS É
UM FRACASSO ESTUPENDO! Levou a taquigrafia para o
abismo, para o ostracismo e para a iminente extinção.
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