SENADO
FEDERAL: APENAS 16 ANOS DE ESPERA!
Por Lógos
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Amigos e amigas internautas, o otimista e festejado prognóstico para o concurso
do Senado Federal especificamente para o cargo de taquígrafo, em 2008, atinge
a incrível marca de 16 (dezesseis) anos de espera. São 16 anos de
expectativa! Durante esse período as propagandas sobre a publicação do edital
foram quase que diárias. É como se o internauta iniciasse seus estudos de
taquigrafia em 2007 e participasse do concurso em 2023. Daí que,
visivelmente, há um descompasso entre a realidade e a fantasia. O surrealismo
abunda na publicidade sobre concursos de taquigrafia no setor público. O
propalado concurso para Câmara Federal atingiu o mesmo patamar e quando foi
publicado constatamos, pasmem apenas 05 (cinco) vagas para todo o Brasil.
ESSE TIPO DE PROPAGANDA É COMO SE CHAMÁSSEMOS O NOSSO ESTUDANTADO DE IMBECIL
TODOS OS DIAS. Ora, não há cabimento a taquigrafia brasileira viver desse
tipo de coisa e, ainda, observar figuras grotescas, mambembes, ridículas
querendo opinar sobre isso ou sobre aquilo. A sociedade precisa entender que
esses números não dão autoridade alguma a essa turma para ficar contando loas do
setor público. É preciso mostrar muito mais. Bem mais! Colocar meia dúzia de
gatos-pingados em certames públicos ao largo de 20 (vinte anos) não concede
passaporte para ninguém ficar falando em nome de milhares de praticantes de uma
singela técnica de escrita não-usual. Essas pessoas devem se conscientizar que
falam em nome de seu cursinho e de sua meia dúzia de alunos felizardos.
Contribuição não é a mesma coisa do que obrigação. Cursinhos preparatórios foram
criados para aprovar candidatos. Não são entidades filantrópicas. Não
estão contribuindo para a divulgação da taquigrafia. Estão contribuindo para o
bolso do dono do cursinho. Não fazem favor algum em aprovar candidatos, são
pagos para isso. Aqui no Brasil há uma percepção curiosa: parece que o cursinho
está realizando uma obra de caridade para com o estudante. Por acaso o
curso é de graça? Não, é pago e muito bem pago. Portanto, contribuição para a
difusão da taquigrafia é uma coisa, outra é possuir a obrigação de aprovar
candidatos. Confundem contribuição cultural de natureza filantrópica com
comércio. São coisas diferentes. Até bem pouco tempo, algumas faculdades e
centros universitários foram privilegiados o tempo todo com essa denominação de
natureza pública e filantrópica. O nosso País apresenta algumas
aberrações inaceitáveis. A difusão da taquigrafia centrada em certames públicos
demonstrou até aqui ser um tremendo fracasso, pois ao contrário do que se
imagina não trouxe para o seu bojo um quantitativo expressivo de interessados em
conhecer ou aprender à técnica. Na verdade essa divulgação espalhafatosa e
altamente dirigida fez com que uma imensa parcela da sociedade se afastasse da
ferramenta. Ao imaginar ser uma simples técnica da captação da fala algo muito
complexo, muito sofisticado, coisa para “gênios” e “doutores”, o cidadão comum
se viu à margem do processo. A cada dia que passa fica mais difícil ainda
promover a taquigrafia com base nesses escassos e mal elaborados concursos
públicos. A propaganda motivada pela seleção pública precisa ser revista de
maneira urgente, sob pena de todos os atores que militam na área ficarem
constrangidos com o uso do setor público para poder atrair os possíveis
interessados em conhecer uma singela técnica de escrita rápida. Evidentemente
que divulgar os certames também faz parte. No entanto não podemos, de forma
alguma, conceber que a taquigrafia brasileira deva existir ou viver
exclusivamente disso. Ficar alardeando concursos que levam quase VINTE ANOS
para serem publicados, convenhamos, é ridículo. Pior ainda é tentar convencer
uma pessoa a fazer um curso de taquigrafia, pois a área é isso ou aquilo. A
taquigrafia veio para substituir a escrita comum ou usual. A propaganda
natural é essa. Não é preciso convencimento e nem apelo e sim a constatação
do óbvio. Ora, quando se fala em certames públicos aí entra a questão de ser
obrigado a mostrar ao cidadão que ele fará um grande negócio etc. Porém, o
número de vagas abertas no setor público, ao longo desses anos, é residual,
tornando o discurso inverossímil e caricato. Dessa forma o cidadão comum acaba
se afastando da real utilidade da taquigrafia que é a substituição da escrita
normal, considerada morosa e desgastante.
Valorize o livro didático e diga não ao uso de apostilas!
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