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Câmara dos Deputados suspende provas para mais cargos


  

Por Letícia Nobre

 

A Câmara dos Deputados suspendeu provisoriamente o concurso para jornalistas, publicitários, relações públicas, médicos, enfermeiros e contadores. O Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento da Câmara (Cefor) encaminhou um ofício para a Fundação Carlos Chagas (FCC) determinando a suspensão. O motivo são denúncias sobre irregularidades cometidas na aplicação das provas práticas realizadas no final de janeiro.

Assim, todo o processo seletivo está paralisado e, por conseqüência, "não deverão ser marcadas provas e vistas de provas, nem divulgados quaisquer resultados referentes aos cargos relacionados", detalha nota à imprensa. Também devem ser consideradas "nulas a vista de provas práticas para os cargos de comunicação social nas áreas de rádio, televisão, audiovisual, divulgação institucional e imprensa escrita, realizadas nos dias 24 e 25 de março, e os respectivos recursos interpostos."

Há 10 dias, o juiz federal Antônio Corrêa aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) no Distrito Federal e determinou a suspensão do concurso por 180 dias para os cargos de bibliotecário, arquivista, analista de recursos humanos, taquígrafo e assistente administrativo. Na ação civil pública, o MPF argumenta que a comissão organizadora violou os princípios do julgamento objetivo, da razoabilidade, da moralidade e da legalidade ao divulgar os critérios de avaliação das provas discursivas após a publicação dos resultados obtidos pelos candidatos. O prazo foi determinado para que as partes citadas (Cefor e FCC) sejam ouvidas e apresentem suas defesas.

Com a decisão preventiva da Câmara, ficam paralisadas as seleções dos cargos de analista legislativo nas atribuições de técnico em comunicação social nas áreas de relações públicas, rádio, televisão, imprensa escrita, divulgação institucional e audiovisual; de médico nas áreas de clínica e psiquiatria; de enfermeiro nas áreas de enfermagem geral e enfermagem do trabalho; de contador. Até o momento, dos 25 cargos oferecidos, incluindo áreas específicas, somente 10 não foram questionados: nutricionista, técnico em material e patrimônio, analista de informática legislativa, odontólogo, médico -- áreas de medicina de emergência, medicina do trabalho, e ortopedia e traumatologia --, agente de polícia legislativa e agente de serviços legislativos (paramédicos).

Bibliotecários
O grupo dos 23 aprovados para o cargo de bibliotecário do concurso da Câmara pretende entrar na Justiça para que os resultados sejam mantidos. Os candidatos afirmaram que não houve nenhum tipo de ilegalidade na aplicação da prova e que a análise por parte do MPF deveria ter sido feita em cada cargo, separadamente. "Não podem colocar todos os cargos que tiveram provas dissertativas juntos assim. Estava tudo certo com a nossa prova", disse Katiúcia Araujo Guimieiro, de 24 anos, que foi classificada em sexto lugar após a avaliação de títulos. "Só faltava a homologação e agora não sabemos o que vai acontecer", lamentou.

Os candidatos já procuraram advogados e reúnem documentos para a ação. Segundo eles, foi pedido na prova a elaboração de um resumo, citando a norma da ABNT. "Estava escrito no edital e no conteúdo programático. Todo bibliotecário sabe o que é um resumo, é parte do bê-á-bá da graduação", argumenta André Luiz de Alcantara, de 31 anos, aprovado em primeiro lugar. "O que foi publicado depois só detalhou mais o que já estava claro", concluiu.

 

 

LINK RELACIONADO

www.concursosfcc.com.br

 

ARQUIVO RELACIONADO

Convocação para as provas objetivas e discursivas

Estatística 

Edital de reabertura

Edital de suspensão

Edital de abertura

 

 

  

 

 

Fonte: CorreioWeb

 

 

 

 

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